Timor-Leste sai do grupo de países frágeis da OCDE com melhorias a vários níveis

Timor-Leste saiu do grupo de quase 60 países considerados em fragilidade, indicou hoje um relatório da OCDE, que aponta melhorias sustentadas em mitigação de conflitos, resiliência económica e fortalecimento institucional.

Timor-Leste sai do grupo de países frágeis da OCDE com melhorias a vários níveis

Timor-Leste sai do grupo de países frágeis da OCDE com melhorias a vários níveis

Timor-Leste saiu do grupo de quase 60 países considerados em fragilidade, indicou hoje um relatório da OCDE, que aponta melhorias sustentadas em mitigação de conflitos, resiliência económica e fortalecimento institucional.

“A fragilidade em Timor-Leste diminuiu em todas as dimensões, exceto a segurança, o que revelou um ligeiro aumento de fragilidade”, destacado na última edição do relatório “Estados de Fragilidade”, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O documento registou que “notáveis declínios na fragilidade económica e ambiental contribuíram para a saída de Timor-Leste”, com “investimentos sustentados ao longo do tempo na mitigação do conflito, no fortalecimento das instituições políticas e na construção de resiliência económica”.

“Desde os resultados publicados no ‘Estados de Fragilidade 2018’, a fragilidade do país diminuiu em todas as dimensões, para além de um ligeiro aumento da dimensão de segurança”, referiu a OCDE.

Além de Timor-Leste saíram do grupo Egito, Nepal, Malawi e Ruanda, tendo entrado, este ano, Nicarágua, Togo, Lesoto e Camboja, permanecendo três países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): Guiné Equatorial, Moçambique e Guiné-Bissau.

Sobre o comportamento de Timor-Leste, o estudo notou que o progresso do país “sublinha o valor das abordagens conjuntas e informadas sobre o risco entre Governos e parceiros internacionais para direcionar e abordar as causas fundamentais da fragilidade e promover a paz a longo prazo e desenvolvimento”.

Em relação à mobilização de recursos internacionais para apoiar o país, logo após o referendo de independência de 30 de agosto de 1999, a OCDE referiu que isso permitiu “uma suave transição da ajuda humanitária para o desenvolvimento, evitando lacunas nas atividades de reconstrução”.

Com “planeamento conjunto, os atores humanitários, de desenvolvimento e de paz adotaram uma abordagem que visava as causas de fragilidade e funções e responsabilidades claras definidas entre as instituições envolvidas na reconstrução” pós-referendo.

“Embora Timor-Leste ainda enfrente desafios 20 anos após o fim do seu conflito e 15 anos depois da partida da missão da ONU, continua a fazer progressos no seu desenvolvimento sustentável objetivos e na manutenção da paz e estabilidade”, indicou.

Entre os avanços, e numa referência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o documento destaca progressos no pilar quatro, de educação, no oitavo, de trabalho e crescimento económico, no 16.º, de paz, justiça e instituições fortes e no 17.º, de parcerias.

Houve ainda melhorias moderadas noutros cinco ODS, com os progressos a estagnarem, porém, no primeiro pilar (pobreza), no quinto (igualdade de género), no nono (indústria, inovação e infraestruturas) e no 14.º (vida subaquática), e a cair no que toca ao pilar 15.º (vida na terra).

 

ASP // EJ

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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