Tanzanianos nas ruas para homenagear John Magufuli após morte do presidente

Vários tanzanianos reuniram-se hoje, em Dar es Salaam, capital económica do país, para prestar homenagem ao antigo presidente John Magufuli, que morreu na quarta-feira, aos 61 anos, vítima de doença cardíaca.

Tanzanianos nas ruas para homenagear John Magufuli após morte do presidente

Tanzanianos nas ruas para homenagear John Magufuli após morte do presidente

Vários tanzanianos reuniram-se hoje, em Dar es Salaam, capital económica do país, para prestar homenagem ao antigo presidente John Magufuli, que morreu na quarta-feira, aos 61 anos, vítima de doença cardíaca.

Sem adiantar números, a agência francesa AFP dá conta de pessoas amontoadas nos passeios da capital económica da Tanzânia para atirar pétalas à passagem do caixão do antigo presidente do país, John Magufuli, transportado por um veículo militar entre uma igreja e o estádio Uhuru (‘independência’, em swahili), onde ficará em câmara ardente.

O cortejo foi liderado pela nova Presidente do país, Samia Suluhu Hassan, que era vice-presidente e tornou-se a primeira mulher a ascender ao cargo, onde, segundo a Constituição da Tanzânia, se deve manter até ao final do mandato, que termina em 2025.

Foi precisamente Suluhu Hassan quem anunciou a morte de Magufuli na noite de quarta-feira, num discurso à nação que pôs fim a semanas de especulação sobre a ausência do chefe de Estado, reeleito em outubro e que não era visto desde final de fevereiro.

John Magufuli morreu na quarta-feira, aos 61 anos, vítima de uma doença cardíaca de que sofria há dez anos, informou a então vice-presidente.

Há semanas que circulavam rumores sobre a saúde de Magufuli, que davam conta de que teria procurado ajuda médica no estrangeiro, depois de ter sido infetado com o novo coronavírus, de acordo com a oposição no país.

Magufuli era um dos mais proeminentes negacionistas africanos da covid-19, tendo afirmado que a Tanzânia estava “livre” da doença, em virtude das orações dos tanzanianos.

A Tanzânia não publica quaisquer números oficiais sobre a doença desde o final de abril de 2020, tendo deixado o número de infeções estagnado em 509, 21 das quais terminaram em mortes.

Em junho de 2020, o chefe de Estado declarou que a pandemia tinha sido superada no país, graças à intervenção divina.

Reeleito em outubro, Magufuli, apelidado de “Bulldozer”, chegou ao poder em 2015, prometendo combater a corrupção.

O seu primeiro mandato foi marcado, segundo muitas organizações de direitos humanos, por uma deriva autoritária, repetidos ataques à oposição e o recuo das liberdades fundamentais.

ILYD (PTA/JYO/CCF) // JH

By Impala News / Lusa

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