Tancos: Aprovadas audições do general Rovisco Duarte e das chefias das informações e Segurança

Tancos: Aprovadas audições do general Rovisco Duarte e das chefias das informações e Segurança

A comissão parlamentar de Defesa Nacional aprovou hoje por unanimidade as audições do chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, e das responsáveis pelos serviços de informações e Segurança Interna.

Lisboa, 17 jul (Lusa) — A comissão parlamentar de Defesa Nacional aprovou hoje por unanimidade as audições do chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, e das responsáveis pelos serviços de informações e Segurança Interna.


As audições foram requeridas com caráter de urgência, devendo ser agendadas ainda para o mês de julho, segundo o presidente em exercício da Comissão parlamentar, Miranda Calha.


A audição do chefe do Estado-Maior do Exército foi requerida pelo CDS-PP. O PS solicitou a audição da secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, Graça Mira Gomes, e da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda.


As iniciativas foram apresentadas na sequência de uma notícia do Expresso, de sábado passado, referindo que há mais material militar em falta entre aquele que foi recuperado pela Polícia Judiciária Militar, na região da Chamusca, depois do furto de Tancos, em junho de 2017.


Citando partes de acórdãos do Ministério Público relativos à investigação judicial ao furto de Tancos, o jornal Expresso noticiou no passado sábado que além das munições de 9mm, há mais material em falta entre o que foi recuperado na Chamusca, como granadas de gás lacrimogéneo, uma granada de mão ofensiva, e cargas lineares de corte.


Esse material em falta representa, segundo a mesma exposição do Ministério Público, “um perigo para a segurança interna”.


Em outubro, o general Rovisco Duarte tinha afirmado que o material furtado em Tancos e recuperado na região da Chamusca se encontrava “armazenado nas instalações de Santa Margarida, exceto as munições de 9 milímetros”.


Na mesma altura, anunciou que foi encontrada uma caixa de petardos a mais na relação do material furtado nos paióis de Tancos recuperado pela Polícia Judiciária Militar, situação que considerou, na altura, “compreensível”.


Rovisco Duarte considerou que a “ligeira discrepância” é “perfeitamente compreensível”, esclarecendo que o material em causa era utilizado na instrução, podendo ter sido registada a sua saída e não ter sido na realidade consumido por várias razões, como por exemplo atmosféricas, regressando ao paiol.



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By Impala News / Lusa


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