Sobe para 162 o número de mortos em sismo na Indonésia

Pelo menos 162 pessoas morreram e centenas ficaram hoje feridas num sismo de magnitude 5,6 na escala de Richter no oeste da ilha indonésia de Java, segundo o governador provincial e um porta-voz das autoridades locais.

Sobe para 162 o número de mortos em sismo na Indonésia

Sobe para 162 o número de mortos em sismo na Indonésia

Pelo menos 162 pessoas morreram e centenas ficaram hoje feridas num sismo de magnitude 5,6 na escala de Richter no oeste da ilha indonésia de Java, segundo o governador provincial e um porta-voz das autoridades locais.

“Lamento anunciar que há 162 mortos”, afirmou o governador a província de Java ocidental, Ridwan Kamil, numa mensagem vídeo — um número confirmado por Adam, porta-voz da câmara da cidade de Cianjur que, como muitos cidadãos indonésios, tem apenas um nome.

O balanço anterior das autoridades indonésias apontava para 56 vítimas mortais no sismo. A Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB, em indonésio), que então confirmou os 56 mortos, disse que iria atualizar ao longo do dia o número de óbitos e feridos no terramoto.

A magnitude do sismo foi revista pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) dos 5,4 inicialmente indicados para 5,6 na escala de Richter. O USGS referiu que o sismo se registou na região de Cianjur, na província de Java Ocidental, a 10 quilómetros de profundidade.

O porta-voz Adam indicou que a maioria das vítimas morreu no hospital Sayang.

Por entre o caos, com deslizamentos de terra e vítimas soterradas nos escombros, as autoridades esperam que o número de mortos aumente com o passar das horas.

Falando aos meios de comunicação locais, o presidente da câmara de Cianjur, Herman Suherman, disse que o sismo causou ferimentos em cerca de 700 pessoas.

“As vítimas continuam a chegar de muitas áreas. Cerca de 700 pessoas ficaram feridas”, disse Suherman à Kompas TV.

Suherman acrescentou que devido aos danos provocados pelo sismo, muitas estradas e autoestradas da região estão cortadas e algumas centrais de distribuição de energia elétrica foram afetadas, provocando cortes de energia em várias localidades.

Após o terramoto inicial, a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica (BMKG) registou 25 réplicas em apenas duas horas.

Em vídeos divulgados pelas autoridades locais, é possível ver dezenas de pessoas, algumas inconscientes, a receber cuidados médicos e a ser transportadas de ambulância para centros de saúde da região.

Da mesma forma, as imagens mostram várias propriedades e instalações danificadas, enquanto algumas casas foram totalmente destruídas pelo sismo, que foi sentido na capital, Jacarta, localizada a cerca de 75 quilómetros do epicentro.

Ocorrem com frequência terramotos em todo o arquipélago, mas é incomum que sejam sentidos em Jacarta. Este foi fortemente sentido, de tal modo que os arranha-céus da capital abanaram e alguns foram evacuados.

Em Cianjur, o impacto do sismo causou sérios danos em pelo menos 343 casas e um internato islâmico, ao passo que o hospital local sofreu danos moderados.

Também há registos de destruição em pelo menos quatro edifícios governamentais, três escolas, uma igreja e várias lojas locais, de acordo com o anterior balanço oficial.

As autoridades descartaram o perigo “de um potencial ‘tsunami'”.

O país de mais de 270 milhões de pessoas é frequentemente atingido por sismos, erupções vulcânicas e ‘tsunamis’ devido à sua localização no “Anel de Fogo”, um arco de vulcões e placas tectónicas na falha na Bacia do Pacífico.

Cerca de 7.000 terramotos são registados anualmente, a maioria dos quais moderados. Em fevereiro, um terramoto de magnitude 6,2 matou pelo menos 25 pessoas e feriu mais de 460 na província de Sumatra Ocidental. Em janeiro de 2021, um sismo de magnitude 6,2 matou mais de 100 pessoas e feriu quase 6.500 na província de Sulawesi Oeste.

Uma das catástrofes mais mortais do país ocorreu em 2004, quando um forte sismo no norte da ilha indonésia de Sumatra desencadeou um ‘tsunami’ que fez mais de 226 mil mortos numa dezena de países banhados pelo oceano Índico, a maioria dos quais na Indonésia.

ANC (CSR/JSD) // SCA

By Impala News / Lusa

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