Sindicatos desconvocam greve no Metropolitano de Lisboa marcada para dia 12

A greve de 24 horas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa marcada para dia 12 foi desconvocada, mas os sindicatos já entregaram novo pré-aviso de paralisação para 25 de outubro, foi hoje anunciado.

Sindicatos desconvocam greve no Metropolitano de Lisboa marcada para dia 12

Sindicatos desconvocam greve no Metropolitano de Lisboa marcada para dia 12

A greve de 24 horas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa marcada para dia 12 foi desconvocada, mas os sindicatos já entregaram novo pré-aviso de paralisação para 25 de outubro, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) explica que a decisão de desconvocar a greve marcada para a próxima semana teve a ver com a decisão do tribunal arbitral de decretar a realização de serviços mínimos durante a paralisação, “ignorando claramente as características do trabalho em subsolo e a responsabilidade de garantir a segurança de trabalhadores e utentes”.

Contudo, e porque os sindicatos não vão “desistir da luta”, para o dia em que deveria realizar-se a greve irão ser convocados três plenários, “procurando abranger o maior número de trabalhadores possíveis”, lê-se na nota.

“Entregaremos hoje um novo aviso prévio de greve, para ganhar tempo, relativamente aos 10 dias de aviso, para o próximo dia 25 de outubro e discutiremos com todos a continuação da luta e as medidas a tomar”, indica ainda a FECTRANS.

Em declarações anteriores à Lusa, Anabela Carvalheira, da FECTRANS, explicou que a greve agendada para dia 12 estava relacionada com reivindicações de aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

Ainda de acordo com a sindicalista, a administração do Metropolitano de Lisboa mostra-se “irredutível e sem qualquer capacidade negocial”, pelo que o processo negocial iniciado há meses não foi concluído.

Por isso, os trabalhadores “não têm aumentos salariais, o que, face a esta situação com a inflação a cifrar-se em 9% por mês, não é de todo admissível”, afirmou, salientando que “os trabalhadores estão a perder poder de compra”.

Além disso, acrescentou a sindicalista, continuam a faltar trabalhadores no Metropolitano de Lisboa.

VAM (MCL) // RBF

By Impala News / Lusa

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