Sete membros da Comissão Eleitoral do Níger morrem em explosão de viatura

Sete membros locais da Comissão Eleitoral Nacional Independente do Níger morreram hoje quando a viatura onde seguiam explodiu, após pisar uma mina na região de Tillabéri (oeste do país), anunciou o governador à France-Presse.

Sete membros da Comissão Eleitoral do Níger morrem em explosão de viatura

Sete membros da Comissão Eleitoral do Níger morrem em explosão de viatura

Sete membros locais da Comissão Eleitoral Nacional Independente do Níger morreram hoje quando a viatura onde seguiam explodiu, após pisar uma mina na região de Tillabéri (oeste do país), anunciou o governador à France-Presse.

“Recebi a informação por volta do meio-dia [11:00 em Portugal]. Houve sete mortos quando o veículo bateu numa mina”, afirmou Tidjani Ibrahim Katiella, referindo que as vítimas são “presidentes de assembleias de voto e seus secretários”, recrutados pelo CENI.

O acidente, que ocorreu em Waraou, localidade situada no município de Dargol, na região de Tillabéri, a cerca de cem quilómetros de Niamey, capital do país, área conhecida como “três fronteiras” (entre Níger, Mali e Burkina Faso), provocou ainda três feridos.

O veículo tinha sido alugado pelo CENI de Tillabéri para transportar funcionários, para fiscalizar a segunda volta das eleições presidenciais, que hoje se realiza.

No início de janeiro, após a primeira volta das eleições presidenciais, cem pessoas foram mortas no ataque a duas aldeias na região de Tillabéri, um dos piores massacres de civis neste país do Sahel regularmente alvo de grupos ‘jihadistas’.

O duplo ataque foi cometido por terroristas que se faziam transportar em motos, segundo as autoridades.

A região de Tillabéri está em estado de emergência desde 2017.

Na tentativa de lutar contra os ‘jihadistas’, as autoridades proibiram o trânsito de motos dia e noite durante um ano e ordenaram o encerramento de alguns mercados suspeitos de abastecer terroristas.

A segunda volta das eleições presidenciais é disputada por Mohamed Bazoum, o candidato considerado favorito, e o ex-presidente Mahamane Ousmane.

No Níger, um dos países mais pobres do mundo, estão registados 7,4 milhões de eleitores.

Um dos principais desafios do próximo presidente será a contenção dos ataques ‘jihadistas’, que mataram centenas de pessoas desde 2010, mais de uma centena nos primeiros dias de janeiro, e expulsaram cerca de 500.000 pessoas das suas casas, de acordo com as Nações Unidas (mais de 300.000 refugiados e deslocados no leste, junto à fronteira com a Nigéria, mais de 160.000 no oeste, junto às fronteiras com a Mali e o Burkina Faso).

SR (APL) // MAG

By Impala News / Lusa

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