Serviços secretos de Kiev alertam que conflito irá durar pelo menos até ao final do ano

Os serviços de informações ucranianos admitiram hoje que a guerra poderá prolongar-se até pelo menos ao final de 2022, uma vez que, segundo argumentam, o Presidente russo não está disposto a desistir dos seus planos de conquista

Serviços secretos de Kiev alertam que conflito irá durar pelo menos até ao final do ano

Serviços secretos de Kiev alertam que conflito irá durar pelo menos até ao final do ano

Os serviços de informações ucranianos admitiram hoje que a guerra poderá prolongar-se até pelo menos ao final de 2022, uma vez que, segundo argumentam, o Presidente russo não está disposto a desistir dos seus planos de conquista

“[Vladimir] Putin não vai desistir dos seus planos, esta guerra vai arrastar-se”, disse Vadym Skibitsky, funcionário dos serviços secretos militares ucranianos em declarações à comunicação social, citadas pelas agências internacionais.

Vadym Skibitsky argumentou que Putin não está a ouvir ninguém que tente convencê-lo a acabar com o conflito.

“Não confia em ninguém, não ouve ninguém. Tem os seus próprios planos para a restauração do império russo”, assegurou o operacional ucraniano.

“O seu plano é governar a Rússia até à sua morte, exclui um cenário que prevê um sucessor”, acrescentou.

Os planos imediatos de Moscovo, segundo Vadym Skibitsky, passam por cercar as forças ucranianas e alcançar as fronteiras dos territórios ocupados.

Analistas ocidentais têm vindo a alertar que a Rússia estará a preparar-se para uma guerra prolongada, indicando que Moscovo estará a apostar numa chamada “guerra de desgaste”.

A Rússia lançou, em 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito superior.

A ofensiva militar causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas — mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,6 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também as Nações Unidas disseram que cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

SCA // JH

By Impala News / Lusa

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