Senegal volta a ter primeiro-ministro após a abolição do cargo em 2019

O Presidente do Senegal, Macky Sall, nomeou hoje Amadou Ba como novo primeiro-ministro, cargo que abolira em 2019 e depois recuperara em dezembro de 2021, tendo aguardado a realização de eleições locais e legislativas antes da nomeação de hoje.

Senegal volta a ter primeiro-ministro após a abolição do cargo em 2019

Senegal volta a ter primeiro-ministro após a abolição do cargo em 2019

O Presidente do Senegal, Macky Sall, nomeou hoje Amadou Ba como novo primeiro-ministro, cargo que abolira em 2019 e depois recuperara em dezembro de 2021, tendo aguardado a realização de eleições locais e legislativas antes da nomeação de hoje.

Amadou Ba, antigo ministro das Finanças, foi nomeado por decreto presidencial num país muito dividido politicamente, cinco dias após uma reabertura parlamentar marcada por um conjunto de incidentes.

Perante o aumento dos preços, o novo chefe de Governo, antigo ministro das Finanças entre 2013 a 2019, e dos Negócios Estrangeiros entre 2019 e 2020, terá a tarefa de conduzir “amplas consultas” e tomar “novas medidas” a nível social, disse Macky Sall na noite de sexta-feira, num discurso à nação transmitido na televisão nacional.

“As medidas para reduzir o custo de vida e apoiar o emprego e o empreendedorismo dos jovens, a luta contra as inundações e as rendas elevadas continuarão a ser para mim a prioridade das prioridades”, disse o chefe de Estado senegalês.

Estas prioridades foram hoje recordadas pelo novo primeiro-ministro no seu primeiro discurso, após a leitura do decreto de nomeação pelo secretário-geral da Presidência.

A abolição do cargo de primeiro-ministro em maio de 2019 deveria tornar o funcionamento do Estado mais fluido, e tinha estabelecido um novo equilíbrio de poder ao reforçar o caráter presidencial do regime senegalês.

Na ocasião, a oposição e parte da sociedade civil consideraram a abolição deste cargo como uma tentativa do Presidente Sall para tomar o poder.

Quase três anos e meio depois, o chefe de Estado continua a ser criticado pela oposição pela sua conduta solitária de poder.

Macky Sall, eleito em 2012 por sete anos e reeleito em 2019 por cinco anos, mantém ainda por esclarecer quais as suas intenções para 2024.

 

JLG // SF

 

By Impala News / Lusa

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