Segunda parcela do empréstimo do FMI a Angola vai depender da execução da primeira

Segunda parcela do empréstimo do FMI a Angola vai depender da execução da primeira

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse hoje, em Luanda, que a disponibilização da segunda parcela do empréstimo de 3,7 mil milhões de dólares a Angola depende da execução da primeira tranche.

“Os nossos programas estão divididos em muitas tranches e a tranche seguinte, cada programa é desenvolvido quando um conjunto de condições e ações, compromissos, estiveram cumpridos, isto é, obviamente, o que acontece também com o programa de Angola”, disse, em declarações aos jornalistas.

Cerca de 1,1 mil milhões de dólares (cerca de 963 mil milhões de euros) foram já disponibilizados ao país africano pelo FMI no quadro do seu programa de assistência financeira a Angola, cujo período de reembolso é de 10 anos a uma taxa de juro anual não superior aos 3%.

Falando no final de uma reunião que manteve com a equipa económica do Governo angolano, Lagarde assegurou “trabalho conjunto” com as autoridades angolanas para que “todos os compromissos no quadro do programa de assistência técnica e financeira sejam cumpridos”.

“E iremos trabalhar juntamente com as autoridades, até esses compromissos estarem cumpridos, e quando isso acontecer claro que na segunda tranche será examinada pelo conselho que irá aprovar e rever e será feito o pagamento”, explicou.

Christine Lagarde reafirmou que o empréstimo de 3,7 mil milhões de dólares (cerca de 3,2 mil milhões de euros) a Angola é o maior de sempre num país da África subsaariana e que o período de reembolso de 10 anos inscreve também um período de graça de quatro anos.

Para a responsável, o empréstimo do FMI valoriza as reformas em curso em Angola e ao mesmo tempo funciona como um catalisador para a atração do investimento externo e de outras instituições internacionais.

“Quando os mercados e investidores veem isso valorizam os esforços em curso e que o FMI validou esses esforços, portanto, com frequência isso funciona como catalisador para outros investidores, outras instituições internacionais poderem investir também no país”, assegurou.

Segundo ainda Christine Lagarde, a “grande vantagem” dos créditos do FMI está associada às parcerias com o país, com a intenção de melhorar a situação económica global, mudar a direção da dívida, focar na diversificação da economia, estar ciente em relação aos mais vulneráveis.

A diretora-geral do FMI cumpre hoje o seu segundo e último dia de visita a Angola.

DYAS // JH

By Impala News / Lusa

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