Sampaio: Presidente da CIP recorda “português inquieto com a cidadania”

O presidente da CIP — Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, lembrou hoje o antigo Presidente da República Jorge Sampaio como “um português inquieto com a cidadania”, que “aumentou a dimensão dos lugares que ocupou”.

Sampaio: Presidente da CIP recorda

Sampaio: Presidente da CIP recorda “português inquieto com a cidadania”

O presidente da CIP — Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, lembrou hoje o antigo Presidente da República Jorge Sampaio como “um português inquieto com a cidadania”, que “aumentou a dimensão dos lugares que ocupou”.

O presidente da CIP — Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, lembrou hoje o antigo Presidente da República Jorge Sampaio como “um português inquieto com a cidadania”, que “aumentou a dimensão dos lugares que ocupou”.

“De Jorge Sampaio recordo o português inquieto, um português que exerceu uma cidadania participativa, que aumentou a dimensão dos lugares que ocupou e alguém a quem temos que estar gratos por ter feito o percurso que fez, com a preocupação de por Portugal no mundo da maneira como sempre o fez nos vários cargos que ocupou”, afirmou António Saraiva em declarações à agência Lusa.

Lamentando a “triste notícia” da morte de Jorge Sampaio, hoje, aos 81 anos, o líder da CIP salientou a “dimensão internacional” do antigo chefe de Estado, salientando que “se preocupou em colocar Portugal para além das suas fronteiras” e “cumpriu sempre as missões que lhe foram atribuídas, elevando-as a outra dimensão”.

António Saraiva lembrou ainda algumas missões empresariais promovidas pelo antigo Presidente da República em que participou, considerando que era “preocupado com a iniciativa privada”, e apontou também o “profundo humanismo” de Jorge Sampaio.

“Mas, sobretudo, [era] um português inquieto com a cidadania, com a preocupação cívica, e isso é aquilo que cada vez mais vai faltando, na minha opinião, na sociedade portuguesa”, rematou.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

 

 

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