Ryanair salienta que filas no aeroporto de Lisboa acontecem noutros países da UE

A Ryanair reconhece que há esperas prolongadas para os passageiros no aeroporto de Lisboa, mas salienta que o mesmo acontece noutros países da União Europeia devido à falta de pessoal, vendo o aeroporto do Montijo como uma solução.

Ryanair salienta que filas no aeroporto de Lisboa acontecem noutros países da UE

Ryanair salienta que filas no aeroporto de Lisboa acontecem noutros países da UE

A Ryanair reconhece que há esperas prolongadas para os passageiros no aeroporto de Lisboa, mas salienta que o mesmo acontece noutros países da União Europeia devido à falta de pessoal, vendo o aeroporto do Montijo como uma solução.

“Há muitos problemas na experiência de viagem pela falta de trabalhadores”, mas “Lisboa não é diferente de muitos outros aeroportos na Europa, neste momento”, disse o presidente executivo do grupo Ryanair, Michael O’Leary, em entrevista à Agência Lusa em Bruxelas.

Em Bruxelas para reuniões com os sindicatos belgas e para discussões sobre as novas regras para o regime de comércio de licenças de emissão da União Europeia, Michael O’Leary afirmou à Lusa que também em países como Alemanha, Irlanda e Bélgica se estão a registar problemas como os do aeroporto de Lisboa porque “têm pouco pessoal no manuseamento e na segurança dos aeroportos”.

“Por isso, têm longas filas de segurança e é necessário aumentar o número de funcionários”, defendeu.

A estimativa do responsável é que “o número de funcionários melhore durante o próximo mês ou dois”, embora reconheça que “há muitos pontos de estrangulamento na segurança dos aeroportos e de manuseamento em muitos aeroportos por toda a Europa”.

Na entrevista à Lusa, Michael O’Leary apontou que o projeto de construção do aeroporto do Montijo poderia ser uma solução porque permitiria ter mais infraestruturas para receber os passageiros.

“Numa altura em que o aeroporto da Portela está cheio e não conseguimos obter quaisquer faixas horárias adicionais para aí crescer, o crescimento de Lisboa e a recuperação do turismo em Lisboa e em Portugal em geral está a ser travado pelo fracasso do Governo em avançar com o Montijo, que agora tem o apoio não só das companhias aéreas, mas também da ANA”, referiu o responsável.

E criticou: “No entanto, continuamos à espera que o Governo português tome a decisão de prosseguir com a sua ação”.

Na segunda-feira, em conferência de imprensa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) disse que as longas filas de espera no aeroporto de Lisboa refletem o aumento exponencial do turismo e uma infraestrutura desadequada para o número de passageiros.

Também em comunicado, o SEF justificou a razão da “demora acentuada” com um pico de passageiros, nomeadamente três mil de voos que são controlados por esta entidade.

Na nota divulgada nesse dia à imprensa, o SEF recordou que o Plano de Contingência para os aeroportos portugueses — também implementado em anos anteriores — iniciou-se em 02 de junho e estará a funcionar em pleno só a partir de 04 de julho, altura em que o reforço de 238 efetivos do SEF e da PSP ficará completo, totalizando 529 elementos.

Segundo o SEF, os três aeroportos mais reforçados ao longo deste período com recursos humanos são o de Lisboa (mais 102 elementos policiais, ou seja +73% do efetivo), Porto (mais 49 elementos, +122%) e Faro (com mais 45, representando +76%).

Já no domingo, a entidade que gere os aeroportos nacionais, a ANA Aeroportos, tinha alertado para os tempos de espera a que os passageiros estavam sujeitos, avisando que poderiam ultrapassar as três horas devido à “insuficiência de recursos e de postos de controlo de fronteira SEF em funcionamento”.

ANE (MBA) // MSF

By Impala News / Lusa

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