Rússia reclama controlar zonas residenciais da cidade ucraniana de Severodonetsk

A Rússia assegurou hoje que as suas forças armadas assumiram o controlo das zonas residenciais de Severodonetsk e de 97% da região de Lugansk, no leste da Ucrânia, a que pertence a cidade.

Rússia reclama controlar zonas residenciais da cidade ucraniana de Severodonetsk

Rússia reclama controlar zonas residenciais da cidade ucraniana de Severodonetsk

A Rússia assegurou hoje que as suas forças armadas assumiram o controlo das zonas residenciais de Severodonetsk e de 97% da região de Lugansk, no leste da Ucrânia, a que pertence a cidade.

“As áreas residenciais de Severodonetsk foram totalmente libertadas. A conquista da sua zona industrial e localidades vizinhas prossegue”, disse o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, numa reunião com chefias militares, citado pela agência francesa AFP.

A cidade de Severodonetsk é o epicentro dos combates na região do Donbass, formada pelos territórios de Lugansk e Donetsk, que a Rússia disse que ia libertar quando invadiu a Ucrânia há mais de três meses.

Segundo Shoigu, cujas aparições têm sido raras desde o início da guerra, Moscovo controla agora 97% da região de Lugansk, à qual pertence Severodonetsk.

“As cidades de Lyman e Sviatoguirsk, assim como 15 outras localidades, foram libertadas”, acrescentou o ministro durante a reunião, transmitida pela televisão russa.

Se confirmada, a conquista destas duas cidades seria significativa, uma vez que eliminaria um último obstáculo à cidade simbólica de Sloviansk e a Kramatorsk, a capital da região de Donetsk controlada pela Ucrânia, segundo a AFP.

O governador ucraniano de Lugansk, Serhiy Haidai, admitiu que as forças russas controlam a periferia industrial de Severodonetsk, mas disse que as forças de Kiev continuam a repelir os ataques.

“As batalhas de rua mais duras continuam, com diferentes graus de sucesso”, disse Haidai à agência norte-americana AP.

“A situação muda constantemente, mas os ucranianos estão a repelir os ataques”, referiu.

Haidai disse que as tropas russas bombardearam um mercado local, uma escola e um edifício universitário, destruindo este último, e que três pessoas feridas foram enviadas para hospitais noutras partes da Ucrânia.

“Está em curso uma destruição total da cidade, o bombardeamento russo intensificou-se significativamente nas últimas 24 horas. Os russos estão a utilizar táticas de terra queimada”, acrescentou Haidai.

As informações sobre o curso da guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.

Na reunião de hoje com as chefias militares, o ministro da Defesa russo disse também que a central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, está a funcionar, bem como infraestruturas de energia da região do Donbass.

“A central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa, está a funcionar normalmente”, disse Shoigu, citado pela agência espanhola EFE.

Com seis reatores nucleares, a central de Zaporijia está sob controlo das forças de Moscovo desde o início de março, dias depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia.

Shoigu disse ainda que também continuam em funcionamento 33 minas de carvão, dois campos de petróleo e 14 campos de gás no território do Donbass controlado por milícias pró-russas.

O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o italiano Rafael Grossi, anunciou, na segunda-feira, que estava a preparar o envio de peritos à central de Zaporijia para garantir a sua segurança, tendo em conta o conflito na região.

A AIEA disse que a missão foi solicitada pelas autoridades de Kiev, mas a empresa estatal ucraniana Energoatom, que gere as quatro centrais do país, disse hoje que se opõe à visita da AIEA enquanto a central estiver sob controlo russo.

PNG // SCA

By Impala News / Lusa

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