Rússia abandona Tratado Céus Abertos da OSCE

A Rússia anunciou hoje que se vai retirar do Tratado Céus Abertos da Organização de Segurança e Cooperação Europeia (OSCE), um pacto multilateral para a transparência e controlo de armas.

Rússia abandona Tratado Céus Abertos da OSCE

Rússia abandona Tratado Céus Abertos da OSCE

A Rússia anunciou hoje que se vai retirar do Tratado Céus Abertos da Organização de Segurança e Cooperação Europeia (OSCE), um pacto multilateral para a transparência e controlo de armas.

Moscovo, 15 jan 2021 (Lusa) – A Rússia anunciou hoje que se vai retirar do Tratado Céus Abertos da Organização de Segurança e Cooperação Europeia (OSCE), um pacto multilateral para a transparência e controlo de armas abandonado anteriormente pelos Estados Unidos.

“Devido à ausência de progressos no momento de se eliminarem obstáculos para preservar o tratado, em novas condições, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia anuncia o início dos procedimentos internos para a retirada da Federação Russa do Tratado Céus Abertos”, indica um comunicado da diplomacia russa emitido hoje.

O tratado internacional Céus Abertos (Open Skies Treaty) permite voos de observações sobre instalações militares entre os países signatários.

Os Estados Unidos abandonaram o tratado no passado dia 22 de novembro sendo que a posição russa anunciada hoje já era previsível.

O tratado pretendia estabelecer bases de confiança entre a Rússia e o Ocidente permitindo os voos de reconhecimentos entre mais de trinta países na recolha de informações militares. 

Em maio de 2020, o Presidente norte-americano cessante, Donald Trump, anunciou a intenção de Washington em retirar os Estados Unidos do tratado argumentando violações por parte da Rússia, o que veio a concretizar em novembro.

Moscovo negou reiteradamente as violações ao tratado alcançado em 2002 tendo a União Europeia, urgindo os Estados Unidos a reconsiderarem posições sobre a saída do pacto. 

Na altura Moscovo afirmou que a retirada de Washington afetava a segurança global tornando mais difícil aos governos a interpretação das intenções de outros Estados e afetando em particular as tensões entre a Rússia e o Ocidente. 

 

PSP // ANP

Lusa/fim

By Impala News / Lusa

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