Rio lamenta que Costa não “aproveite oportunidade” de ter líder da oposição que quer reformas

O presidente do PSDlamentou que o secretário-geral do PS não “aproveite a oportunidade” de ter um líder da oposição que quer fazer reformas, acusando o PS de ser “a corporização do sistema”.

Rio lamenta que Costa não

Rio lamenta que Costa não “aproveite oportunidade” de ter líder da oposição que quer reformas

O presidente do PSDlamentou que o secretário-geral do PS não “aproveite a oportunidade” de ter um líder da oposição que quer fazer reformas, acusando o PS de ser “a corporização do sistema”.

Num discurso de quase 45 minutos, no encerramento da III Convenção do Movimento Europa e Liberdade (MEL), Rio reafirmou todas as grandes linhas que marcam a sua liderança do PSD desde há três anos e meio, como a necessidade de “acordos partidários alargados” em áreas como a segurança social, a justiça ou a descentralização, bem como o diagnóstico de que “o regime está enquistado”.

“O regime não vai acabar bem se não se regenerar e sem entendimentos entre os partidos e a sociedade ele não se reforma”, defendeu o presidente do PSD.

Rio apontou duas razões para este “círculo vicioso”: por um lado, a cultura dominante que não privilegia o “diálogo democrático”.

“Hoje ser-se oposição é dizer não. Uma oposição forte nunca coopera, só diz mal, está sempre contra, se não faz assim é frágil, é débil, tem de se tirar e pôr alguém que fale mais ainda contra quem está no poder”, apontou.

Por outro lado, mesmo que esta cultura seja ultrapassada, Rio considerou que a necessidade de entendimentos encontra outro obstáculo “ainda pior”.

“O Partido Socialista não quer reformar nada, o PS é a corporização do sistema”, acusou, numa frase que gerou primeiro algumas exclamações na sala e, depois, aplausos.

Para Rio, “o PS não quer contrariar o discurso politicamente correto porque esse é a narrativa oficial do sistema que o PS criou, é a arma dos interesses instalados e do imobilismo”.

Apesar do diagnóstico, o líder do PSD reiterou que continua disponível para esses entendimentos alargados em nome do país: “A luta não é virar as costas, mas tudo fazer para que as coisas mudem e para que quem não que, seja penalizado”.

“Numa situação de normalidade, o primeiro-ministro quer andar para a frente e reformar, é a oposição que normalmente não está disponível. Consciente disso, tenho uma atitude diferente, mas mesmo assim, o PS e o secretário-geral do PS não aproveita a oportunidade para rasgar novos horizontes ao regime, ao país”, afirmou.

E, ainda que António Costa “não queira”, como se ouviu na plateia, Rio defende que “é obrigação do PSD tudo fazer para que queira”.

O presidente do PSD terminou o seu discurso com o que disse ser “uma boa notícia para todos”.

“Tomei ontem a vacina da Astra Zeneca e estou aqui perfeito, podem todos tomar”, disse, em tom bem-disposto.

Rui Rio e Pedro Passos Coelho deixaram o Centro de Congressos de Lisboa lado a lado, a conversar, e quando os jornalistas questionaram o anterior líder do PSD se concordava com o diagnóstico do atual, o ex-primeiro-ministro disse apenas: “Eu hoje não sou aqui ator”.

SMA // RBF

By Impala News / Lusa

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