Responsável por ataques de 2008 em Mumbai condenado a 10 anos e meio de prisão

Um tribunal paquistanês condenou hoje Hafiz Saeed, acusado pelos Estados Unidos e pela Índia do ataque que causou 166 mortos, em 2008, na cidade indiana de Mumbai, a 10 anos e meio de prisão em três penas simultâneas.

Responsável por ataques de 2008 em Mumbai condenado a 10 anos e meio de prisão

Responsável por ataques de 2008 em Mumbai condenado a 10 anos e meio de prisão

Um tribunal paquistanês condenou hoje Hafiz Saeed, acusado pelos Estados Unidos e pela Índia do ataque que causou 166 mortos, em 2008, na cidade indiana de Mumbai, a 10 anos e meio de prisão em três penas simultâneas.

“Hafiz Saeed foi condenado a duas penas de cinco anos e uma terceira pena de seis meses, esta por financiamento de terrorismo”, disse um porta-voz do tribunal antiterrorista que o condenou.

O porta-voz indicou que o islamita adquiriu um terreno na cidade de Raiwind, no centro do Paquistão, onde construiu uma escola religiosa para a sua organização, o que representa financiamento de terrorismo.

Dois outros membros do Jamaat ud-Dawa (JuD), grupo liderado por Saeed e banido pelo Governo do Paquistão devido às suas atividades violentas, também foram condenados a cinco anos e meio de prisão.

As condenações de Saeed surgem numa altura em que o Paquistão foi incluído na lista cinzenta do Grupo Internacional de Ação Financeira Internacional (um organismo que combate a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo), que está a ponderar colocar o país na sua “lista negra” devido à ineficácia em impedir o financiamento do terrorismo.

Os Estados Unidos acusaram o JuD de ser uma fachada do grupo Lashkar-e-Taiba (LeT), considerado o organizador do massacre de Mumbai em 2008, que causou 166 mortes numa estação de comboios, num centro judeu e em vários restaurantes e hotéis, incluindo o icónico hotel Taj Mahal.

Os EUA ofereceram uma recompensa de 10 milhões de dólares (cerca de 8,5 milhões de euros) por Saeed, mas o líder islâmico circulou livremente pelo Paquistão até janeiro, onde participou em manifestações e fez discursos e desenvolveu no seu grupo a reputação de fazer trabalho de caridade.

PMC // FPA

By Impala News / Lusa

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