Reportagem: Líder do PAIGC aterra em Bissau com forte dispositivo policial a controlar

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou hoje a Bissau, depois de um ano de ausência do país, sob controlo de um forte dispositivo policial.

Reportagem: Líder do PAIGC aterra em Bissau com forte dispositivo policial a controlar

Reportagem: Líder do PAIGC aterra em Bissau com forte dispositivo policial a controlar

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou hoje a Bissau, depois de um ano de ausência do país, sob controlo de um forte dispositivo policial.

“O nosso pai chegou, o dono da terra chegou”, gritou uma das poucas apoiantes que conseguiu entrar no parque do aeroporto, local onde só tinham acesso jornalistas e pessoas que fossem buscar passageiros ou viajar.

Se num primeiro momento os jornalistas foram autorizados a passar do parque de estacionamento para a zona de chegada de passageiros, rapidamente foi-lhes dito que não podiam permanecer naquela zona e aconselhados a dirigirem-se para o local de paragem de viaturas.

Para entrar no aeroporto, a viatura da Lusa parou em dois postos de controlo policial e só depois teve acesso ao parque de estacionamento.

O controlo policial no aeroporto, justificado com base na pandemia provocada pelo novo coronavírus, levou mesmo a uma troca de palavras mais acesas entre forças de segurança e membros do PAIGC.

Já à saída do aeroporto, assim que a viatura de Domingos Simões Pereira abandonou o local, as forças de segurança cortaram a saída, impedindo a saída de outros membros da comitiva do PAIGC, bem como de passageiros que chegaram à capital guineense no avião da Euroatlantic.

A passagem só foi desbloqueada cerca de 40 minutos após a saída de Domingos Simões Pereira.

Enquanto os dirigentes do partido aguardavam por Domingos Simões Pereira no aeroporto, na sede do PAIGC, que estava desde as primeiras horas da manhã com um forte dispositivo policial, apoiantes e militantes foram dispersos com gás lacrimogéneo, muitos dos quais acabaram por procurar refúgio no interior das instalações.

Às 15:30 locais (mesma hora em Lisboa) ainda permanecia um forte dispositivo policial junto à sede do PAIGC, de onde já tinham saído a maior parte dos apoiantes e militantes depois de um curto discurso de Domingos Simões Pereira, e a circulação de pessoas e viaturas ainda estava a ser controlada.

“Muitos de vocês que estão aqui hoje estavam preocupados, porque diziam que o Domingos tinha fugido e não ia voltar nunca mais, mas meus irmãos, eu andei com combatentes pela liberdade da pátria”, disse, perante os aplausos dos militantes.

Hoje de manhã, a polícia emitiu um comunicado a avisar que não está permitida a aglomeração de mais de 25 pessoas na via pública.

Na sequência do aumento de casos que se tem registado desde o início do ano, o Governo guineense decidiu prolongar o estado de calamidade por mais 30 dias, até 25 de março.

Desde o início da pandemia, a Guiné-Bissau já registou mais de 3.300 casos de covid-19 e 51 mortos.

MSE // JH

By Impala News / Lusa

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