Relatório diz que próximo Governo dos EUA pode proteger 3,5 milhões de imigrantes

O próximo Governo dos Estados Unidos poderia decretar proteção contra a deportação e licenças de trabalho para cerca de 3,5 milhões de imigrantes indocumentados, de acordo com um estudo hoje divulgado pela Rede Legal de Imigração Católica (CLINIC, em inglês).

Relatório diz que próximo Governo dos EUA pode proteger 3,5 milhões de imigrantes

Relatório diz que próximo Governo dos EUA pode proteger 3,5 milhões de imigrantes

O próximo Governo dos Estados Unidos poderia decretar proteção contra a deportação e licenças de trabalho para cerca de 3,5 milhões de imigrantes indocumentados, de acordo com um estudo hoje divulgado pela Rede Legal de Imigração Católica (CLINIC, em inglês).

As eleições presidenciais nos Estados Unidos serão em 03 de novembro e o novo Governo tomará posse em janeiro de 2021, após o início das sessões do Congresso, nas quais o Partido Democrata já tem maioria na Câmara Baixa e poderá obtê-la no Senado.

As sondagens indicam consistentemente que o Presidente dos EUA, Donald Trump, enfrenta pelo menos um caminho difícil para a reeleição, após uma administração marcada por uma política de imigração que separou famílias, deportou dezenas de milhar de pessoas e fechou a fronteira sul aos que procuravam asilo no país.

“A próxima administração tem capacidade para reverter o uso que a Administração de Trump tem feito da autoridade executiva para desmantelar as proteções aos imigrantes indocumentados”, refere o relatório.

Para o efeito, uma futura administração poderia decretar o Programa de Ação Diferida para Chegadas de Crianças (DACA, na sigla em inglês) e um estatuto de proteção temporária (TPS), e poderia rapidamente alargar a autorização de trabalho até 3,5 milhões de pessoas, sem necessidade de uma ação legislativa no Congresso.

A continuação do atual TPS e a inclusão de mais países, cujos cidadãos poderiam beneficiar do mesmo, abrangeria 2,16 milhões de pessoas, incluindo 750 mil salvadorenhos, 600 mil guatemaltecos, 400 mil hondurenhos e 200 mil venezuelanos, de acordo com estimativas da CLINIC.

Outras 1,32 milhões de pessoas beneficiariam do restabelecimento do DACA, que Trump terminou num decreto de 2017, e da expansão desse programa que protege pessoas que eram menores quando foram ilegalmente trazidas para os Estados Unidos.

O destino do DACA é novamente uma incerteza, após o Supremo Tribunal ter considerado como “arbitrária e caprichosa” a decisão de Trump e a ter rejeitado, acrescentando que o Governo não tinha apresentado argumentos que justificassem o encerramento do programa.

AYR // SR

By Impala News / Lusa

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