Relatório da AIEA sobre ‘stocks’ de urânio enriquecido é destrutivo, diz Irão

Teerão, 31 mai 2022 (Lusa) — O Irão descreveu como “destrutivo” e de “consequências desastrosas” um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que refere que os ‘stocks’ de urânio enriquecido ultrapassam mais de 18 vezes o limite fixado em 2015.“A República Islâmica do Irão considera esta abordagem destrutiva para a estreita relação e […]

Relatório da AIEA sobre 'stocks' de urânio enriquecido é destrutivo, diz Irão

Relatório da AIEA sobre ‘stocks’ de urânio enriquecido é destrutivo, diz Irão

Teerão, 31 mai 2022 (Lusa) — O Irão descreveu como “destrutivo” e de “consequências desastrosas” um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que refere que os ‘stocks’ de urânio enriquecido ultrapassam mais de 18 vezes o limite fixado em 2015.“A República Islâmica do Irão considera esta abordagem destrutiva para a estreita relação e […]

Teerão, 31 mai 2022 (Lusa) — O Irão descreveu como “destrutivo” e de “consequências desastrosas” um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que refere que os ‘stocks’ de urânio enriquecido ultrapassam mais de 18 vezes o limite fixado em 2015.

“A República Islâmica do Irão considera esta abordagem destrutiva para a estreita relação e cooperação entre o Irão e a AIEA”, disse o representante iraniano na agência nuclear da ONU, Mohamed Reza Ghaebi, na segunda-feira à noite.

De acordo com a imprensa iraniana, Ghaebi disse que “a AIEA deve perceber as consequências desastrosas de publicar um relatório tão unilateral”.

“O relatório não reflete a extensa cooperação do Irão com a AIEA”, disse o representante iraniano, que não comentou as conclusões do relatório.

Segundo estimativas de meados de maio, Teerão aumentou as reservas totais de urânio enriquecido para 3.809,3 quilogramas, contra 3.197,1 quilogramas em fevereiro, muito acima do limite de 202,8 quilogramas com o qual se havia comprometido no acordo internacional de 2015.

O Irão também elevou o ‘stock’ de material enriquecido com 20% para 238,4 quilogramas, face a 182,1 quilogramas anteriormente.

Este nível, que ultrapassa os 3,67% fixados pelo acordo, permite teoricamente a produção de isótopos médicos, utilizados sobretudo no diagnóstico de determinados cancros.

A República Islâmica também tem 43,1 quilogramas de urânio enriquecido a 60%, um limite próximo aos 90% necessários para fazer uma bomba nuclear, contra 33,2 quilogramas anteriormente.

O relatório da AIEA vai ser analisado no Conselho de Governadores da organização, na próxima semana, mesmo quando as negociações para tentar salvar o acordo nuclear com o Irão estão paralisadas.

O acordo internacional, assinado em 2015, ficou praticamente sem efeito desde a retirada unilateral dos Estados Unidos, em 2018, durante o mandato do ex-Presidente Donald Trump, que alegou falta de cumprimento por parte de Teerão.

Desde então, as sanções internacionais foram restabelecidas e, em resposta, o Irão gradualmente libertou-se das drásticas restrições que tinham sido impostas ao programa nuclear, enquanto negava qualquer intenção de fabricar uma bomba nuclear.

A eleição do atual Presidente norte-americano, Joe Biden, permitiu relançar, na primavera de 2021, em Viena, os esforços para recuperar o acordo, mas as negociações estão paralisadas desde março.

VQ (RJP) // EJ

By Impala News / Lusa

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