Relatório aponta São Tomé e Príncipe como o país africano com menos crime organizado

São Tomé e Príncipe é o terceiro país do mundo — e o primeiro entre os africanos — com menor criminalidade, segundo o Índice Global de Crime Organizado, da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional, publicado hoje.

Relatório aponta São Tomé e Príncipe como o país africano com menos crime organizado

Relatório aponta São Tomé e Príncipe como o país africano com menos crime organizado

São Tomé e Príncipe é o terceiro país do mundo — e o primeiro entre os africanos — com menor criminalidade, segundo o Índice Global de Crime Organizado, da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional, publicado hoje.

De acordo com o relatório hoje publicado, com dados referentes a 2020, São Tomé e Príncipe obteve uma média de 1,78 pontos no índice de criminalidade organizada, que se apresenta numa escala entre um e dez, e que tem Moçambique como o sétimo país com maior pontuação entre os 54 de África.

São Tomé e Príncipe apresenta um valor que se destaca da média do continente (5,17 pontos), sendo que o segundo país com menos criminalidade organizada, Essuatíni, apresenta uma média de 3,63 pontos.

O valor resulta de cálculo entre duas pontuações: uma referente à prevalência dos mercados de criminalidade, e outra referente à estrutura no país e à influência de agentes criminosos.

No primeiro caso são tidos em conta os mercados do tráfico humano, crimes contra a fauna, crimes contra a flora, crimes contra recursos não renováveis, tráfico de armas, e vários tipos de tráfico de drogas (heroína, cocaína, canábis e sintéticas).

O segundo indicador é calculado com base na intervenção de grupos que atuam como máfia, redes criminais, agentes ligados ao Estado ou agentes criminais estrangeiros.

São Tomé e Príncipe apresenta uma média de 1,8 pontos no indicador dos mercados criminosos e de 1,75 quanto aos atores criminosos.

O topo do índice criminal em África é ocupado pela República Democrática do Congo (RDCongo), com uma pontuação de 7,75 pontos, seguindo-se a Nigéria, com 7,15 pontos e a República Centro-Africana (RCA), com 7,04 pontos.

Outros nove países totalizaram mais de seis pontos no índice de criminalidade organizada, sendo estes Quénia (6,95), África do Sul (6,63), Moçambique (6,53), Sudão (6,46), Sudão do Sul (6,34), Camarões (6,31), Uganda (6,14), Gana e Níger (ambos com 6,01).

Quanto aos países africanos de língua oficial portuguesa, Moçambique ocupa a sétima posição entre os 54 Estados do continente, com 6,53 pontos, seguindo-se a Guiné-Bissau, em 22.º lugar, com 5,45 pontos. Angola surge em 25.º, com uma média de 5,29 pontos, todos acima da média continental.

Guiné Equatorial ocupa a 43.ª posição entre os países africanos, 4,12 pontos.

A média de 4,04 pontos de Cabo Verde coloca o arquipélago na posição 44, tornando-o, simultaneamente, no 10 país em África com menor criminalidade.

No caso da pontuação sobre os mercados criminais, a pontuação moçambicana é impulsionada pelos crimes contra a flora, contra a fauna e contra os recursos não renováveis (todos com 8,0), assim como pelo tráfico de heroína (7,5). Já quanto aos atores criminais, Moçambique vê-se prejudicado pelos atores estatais (9,0), redes criminosas (8,0) e grupos estrangeiros (7,5).

A pontuação da Guiné-Bissau é prejudicada pelos crimes contra a flora (8,5), pelas redes criminosas (8,0), por atores ligados ao Estado (8,5) e pelo tráfico de cocaína (8,0).

O tráfico de cocaína (7,0) é também um dos impulsionadores da pontuação cabo-verdiana, assim como a intervenção de atores estrangeiros (7,0).

Angola vê a sua pontuação inflacionada pelos crimes contra recursos não-renováveis (8,5), crimes contra a flora (7,0) e pela atuação de atores ligados ao Estado (8,0)

Por fim, a Guiné Equatorial tem como principais ameaças os crimes contra a flora (8,5) e contra os recursos não-renováveis (6,0), a que se junta uma elevada intervenção de atores ligados ao Estado (9,0).

JYO // PJA

By Impala News / Lusa

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