Reformas e fortalecimento do petróleo são cruciais para estabilidade de Angola – Standard Bank

O banco Standard considerou hoje que o programa de reformas estruturais em Angola, juntamente com o fortalecimento do setor petrolífero, são cruciais para garantir o regresso à estabilidade macroeconómica, depois de três anos de recessão.

Reformas e fortalecimento do petróleo são cruciais para estabilidade de Angola - Standard Bank

Reformas e fortalecimento do petróleo são cruciais para estabilidade de Angola – Standard Bank

O banco Standard considerou hoje que o programa de reformas estruturais em Angola, juntamente com o fortalecimento do setor petrolífero, são cruciais para garantir o regresso à estabilidade macroeconómica, depois de três anos de recessão.

“O programa de reformas estruturais, combinado com iniciativas para fortalecer o setor petrolífero, continuam críticas para ajudar ao regresso da estabilidade macroeconómica”, lê-se no relatório de julho sobre as economias africanas.

No documento, elaborado pelo departamento de estudos económicos do Standard Bank, os analistas dizem que a pressão na balança de pagamentos “vai continuar a ser uma característica da economia angolana”, cujas exportações de petróleo valem 96% do total.

Na análise aos principais desenvolvimentos financeiros em Angola, os analistas do Standard Bank vincam que o mercado cambial angolano deverá receber algum apoio da recente aprovação de mais um desembolso do Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de quase 250 milhões de dólares (221 milhões de euros), elevando o total de ajuda financeira já recebida para 1,24 mil milhões de dólares (cerca de 1,1 mil milhões de euros).

Considerando que Angola não deverá voltar a emitir dívida pública em moeda estrangeira, “como parte dos esforços de consolidação orçamental”, o Standard Bank afirma ainda que “o Banco Nacional de Angola deve abrir contas de capital como instrumento para atrair fluxos estrangeiros de capital para o mercado de dívida em moeda local, o que poderia aliviar as pressões de liquidez da moeda estrangeira” enquanto as reformas não surtem o efeito desejado de atrair investimento direto estrangeiro para diversificar a economia”.

A moeda angolana terminou a semana a cair frente ao euro (391,404 kwanzas/euro) e renovou os mínimos históricos face ao dólar (347,667 kwanzas/dólar) que tinham sido alcançados a 01 de julho, segundo o BNA.

Em janeiro, um euro equivalia a 352,828 kwanzas, enquanto o dólar era transacionado a 310,158 kwanzas, mas a situação tem piorado desde então e na sexta-feira o euro estava a valer entre os 500 e 520 kwanzas, o mesmo acontecendo ao dólar, trocado entre os 430 e 440 kwanzas no mercado paralelo.

MBA (JSD) // JH

By Impala News / Lusa

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