Advogados entram com novo recurso para evitar prisão de Lula da Silva

Advogados entram com novo recurso para evitar prisão de Lula da Silva

A defesa do ex-Presidente brasileiro Lula da Silva apresentou novo recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para travar a iminente prisão do também ex-líder sindical.

A defesa do ex-Presidente brasileiro Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção, apresentou hoje novo recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para travar a iminente prisão do também ex-líder sindical.

Os advogados de Luiz Inácio Lula da Silva entraram com um habeas corpus no STJ, depois de o juiz federal Sérgio Moro decretar, na quinta-feira, prisão do ex-Presidente.

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O STJ tinha negado previamente um habeas corpus apresentado pela defesa de Lula da Silva, para evitar que este fosse preso antes de se esgotarem todos os recursos em instâncias superiores.

Este mesmo recurso foi apresentado pela defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), que na madrugada de quinta-feira também negou o habeas corpus preventivo por seis votos contra cinco dos juízes, facilitando assim a prisão do líder da esquerda brasileira.

Agora, a defesa de Lula da Silva questiona o decreto de prisão expedido por Moro, ao assegurar que contradiz a sentença proferida pelo tribunal de segunda instância, que em janeiro aumentou a pena do ex-Presidente de nove para doze anos de prisão por corrupção e branqueamento de capitais.

«Estão a contrariar a própria decisão do tribunal do dia 24 (de janeiro)», advogado de Lula da Silva

«Estão a contrariar a própria decisão do tribunal do dia 24 (de janeiro), quando os três magistrados determinaram que a prisão só poderia acontecer depois de esgotada toda a tramitação de segunda instância. Estamos dentro do prazo», disse na quinta-feira o advogado de Lula da Silva, Cristiano Zanin.

Luiz Inácio Lula da Silva – que governou o Brasil entre 2003 e 2010 e que pretende concorrer nas presidenciais de outubro – tem até 17h00 horas locais (21h00 horas em Lisboa) para se entregar às autoridades, depois de o juiz federal Sérgio Moro ter decretado na quinta-feira a sua prisão.

Lula da Silva foi condenado em julho do ano passado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais no caso do apartamento triplex no Guarujá.

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O juiz de primeira instância Sérgio Moro tomou como certo que o ex-Presidente recebeu um apartamento de luxo no litoral de São Paulo da construtora OAS, uma das envolvidas no esquema de corrupção na petrolífera estatal brasileira.

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