Realojamento na ilha cabo-verdiana da Boavista começa em novembro — ministra

A ministra da Habitação cabo-verdiana, Eunice Silva, disse que o realojamento das mais de 600 famílias que vivem em barracas na ilha da Boavista vai começar em novembro, num processo que se prolonga durante todo o próximo ano.

Realojamento na ilha cabo-verdiana da Boavista começa em novembro -- ministra

Realojamento na ilha cabo-verdiana da Boavista começa em novembro — ministra

A ministra da Habitação cabo-verdiana, Eunice Silva, disse que o realojamento das mais de 600 famílias que vivem em barracas na ilha da Boavista vai começar em novembro, num processo que se prolonga durante todo o próximo ano.

Em declarações aos jornalistas no âmbito do segundo Fórum Nacional Urbano, realizado na cidade da Praia, a ministra adiantou que boa parte das mais de 600 famílias que ocupam o bairro denominado de Barraca vão ser realojadas em 270 habitações do programa “Casa para Todos”.

A mesma fonte referiu ainda que serão construídos albergues e habitações da tipologia T1 e T0 para completar o programa de realojamento dos agregados familiares.

Em setembro, o Governo cabo-verdiano anunciou a construção de dois lotes de blocos habitacionais na ilha da Boavista, por 2,1 milhões de euros, para diminuir o défice habitacional “crítico” nesta que é uma das ilhas mais turísticas do arquipélago.

A primeira empreitada prevê a construção do lote 1, de blocos residenciais, por 130.129.238 escudos (1,180 milhões de euros) e a segunda obra, referente ao lote 2, ascende a 107.933.381 escudos (979 mil euros).

Depois da Boavista, Eunice Silva avançou que serão feitos realojamentos no Sal, a ilha mais turística do arquipélago que também alberga alguns bairros de barracas, que foram surgindo fruto do crescimento do setor do turismo.

Há também barracas na cidade da Praia, mas a governante disse que o trabalho será feito de forma diferente, mais concretamente nos núcleos que foram erguidos dentro de bairros consolidados.

“A ideia é ir trabalhar nos pequenos núcleos, não como na Boavista, que é mais alargado, que é um programa de requalificação e realojamento”, pontuou Eunice Silva, que tutela ainda as pasta das Infraestruturas e Ordenamento do Território em Cabo Verde.

Cabo Verde possui um défice habitacional aproximado de 8,7%, em termos de agregados familiares, uma percentagem que equivale a 11.119 agregados familiares sem acesso a habitação.

RIPE (PVJ) // JH

By Impala News / Lusa

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