Ranil Wickremesinghe eleito chefe de Estado pelo parlamento do Sri Lanka

O Presidente interino e ex-primeiro-ministro do Sri Lanka Ranil Wickremesinghe foi eleito hoje chefe de Estado numa votação secreta realizada pelo parlamento cingalês, anunciaram as autoridades locais.

Ranil Wickremesinghe eleito chefe de Estado pelo parlamento do Sri Lanka

Ranil Wickremesinghe eleito chefe de Estado pelo parlamento do Sri Lanka

O Presidente interino e ex-primeiro-ministro do Sri Lanka Ranil Wickremesinghe foi eleito hoje chefe de Estado numa votação secreta realizada pelo parlamento cingalês, anunciaram as autoridades locais.

O líder do parlamento, Mahinda Yapa Abeywardena, anunciou que Wickremesinghe obteve 134 votos dos 225 parlamentares que tiveram de escolher o novo chefe de Estado, após a fuga do Presidente Gotabaya Rajapaksa, atualmente em Singapura, na sequência de massivas manifestações contra a crise económica.

O principal oponente de Wickremesinghe nesta eleição no parlamento, o antigo ministro Dullas Alahapperuma – do SLPP, partido que apoiava o ex-chefe de Estado Gotabaya Rajapaksa – recebeu 82 votos e o candidato Anura Dissanayake – da coligação de esquerda NPP – obteve o apoio de apenas três parlamentares.

Wickremesinghe vai liderar o país até 2024, completando assim o mandato de Gotabaya Rajapaksa, à frente de um governo que terá de relançar as conversações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre um possível resgate financeiro.

A oposição política e os manifestantes acusam a família Rajapaksa, que dominou a vida política da ilha durante décadas, de desvio de fundos públicos e responsabilizam as medidas impostas pelo chefe de Estado de provocarem o colapso económico do país.

Wickremesinghe declarou na segunda-feira o estado de emergência, dando-lhe ampla autoridade para reprimir novos protestos, que já duram há mais de 100 dias.

A atual crise política no Sri Lanka deve-se à pior crise económica que o país vive desde a independência do Império Britânico em 1948.

O impasse político ameaça ainda mais a situação económica e financeira do país sendo que a falta de alternativa governamental pode atrasar ainda mais a intervenção do FMI.

O país já entrou em ‘default’ técnico e tem uma dívida externa superior a 50 mil milhões de euros, que os analistas já consideraram “impagável”.

A escassez de produtos de primeira necessidade agravou a situação da população do país com 22 milhões de habitantes.

CSR(VQ/PSP) // SB

By Impala News / Lusa

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