Quatro mortos na invasão do Capitólio

Pelo menos quatro pessoas morreram esta quarta-feira na invasão do Capitólio, em Washington, anunciou a polícia. Apoiantes de Trump utilizaram substâncias químicas durante o ataque.

Quatro mortos na invasão do Capitólio

Pelo menos quatro pessoas morreram esta quarta-feira, 6 de janeiro, na invasão do Capitólio, em Washington. A primeira morte foi uma mulher, alvejada no interior do Capitólio. A Associated Press avança agora com a morte de mais três pessoas.

A mulher foi alvejada no início de quarta-feira quando a multidão tentou arrombar uma porta barricada no Capitólio. A mulher foi hospitalizada com um ferimento de bala e acabou por falecer já no hospital.

Apoiantes de Donald Trump entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, enquanto os membros do Congresso estavam reunidos para formalizar a vitória de Joe Biden. De acordo com as forças policiais da capital, os apoiantes de Trump utilizaram substâncias químicas durante as horas de ocupação do icónico edifício.

A sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA foi interrompida devido aos distúrbios provocados pelos manifestantes pró-Trump no Capitólio, e as autoridades de Washington decretaram o recolher obrigatório entre as 18h00 e as 06h00 locais (entre as 23h00 e as 11h00 em Lisboa).

As reações ao ataque no Capitólio foram quase imediatas. A líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, defendeu que a certificação do Congresso da vitória eleitoral de Joe Biden iria mostrar ao mundo a verdadeira face do país.

Barack Obama, considerou que os episódios de violência eram “uma vergonha“, mas não “uma surpresa”, dado a atitude de Donald Trump e dos republicanos. Já Bill Clinton denunciou aquilo que considera ser “ataque sem precedentes” contra as instituições do país “alimentado por mais de quatro anos de política envenenada”.

Joe Biden, o Presidente eleito, afirmou que os violentos protestos ocorridos no Capitólio foram “um ataque sem precedentes à democracia” do país e instou Donald Trump a pôr fim à violência. Pouco depois, Trump pediu aos seus apoiantes e manifestantes que invadiram o Capitólio para irem “para casa pacificamente”, mas repetindo a mensagem de que as eleições presidenciais foram fraudulentas.

O governo português condenou os incidentes, à semelhança da Comissão Europeia, do secretário-geral da NATO e dos governos de vários outros países.

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