Protestos em Hong Kong bloqueiam metro e cancelam mais de 100 voos

Manifestantes em Hong Kong bloquearam hoje a circulação do metro durante a hora de ponta e mais 100 voos foram cancelados no aeroporto, em dia de greve geral convocada pelo movimento pró-democracia.

Protestos em Hong Kong bloqueiam metro e cancelam mais de 100 voos

Protestos em Hong Kong bloqueiam metro e cancelam mais de 100 voos

Manifestantes em Hong Kong bloquearam hoje a circulação do metro durante a hora de ponta e mais 100 voos foram cancelados no aeroporto, em dia de greve geral convocada pelo movimento pró-democracia.

Os manifestantes obstruíram as portas do metro e das plataformas para evitarem a saída das carruagens das estações.

O operador do metro, o MTR, adiantou que o serviço foi parcialmente suspenso em quatro linhas.

Esta é a terceira vez em três semanas que os manifestantes interrompem o serviço do metro.

Pelo menos 105 voos foram exluídos da lista de partidas do aeroporto internacional de Hong Kong.

Um porta-voz do aeroporto não deu qualquer razão para os cancelamentos.

A Cathay Pacific e outras companhias aéreas domésticas, como a Hong Kong Airlines, foram as mais afetadas pelos cancelamentos, informou a emissora pública de Hong Kong RTHK.

O serviço de comboio rápido que liga o centro da cidade ao aeroporto também foi suspenso.

Esta ação de protesto acontece após um fim de semana marcado, de novo, por confrontos entre manifestantes e polícia nas ruas.

Hong Kong vive há dois meses um clima de contestação social motivada por uma proposta de lei que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e denunciam agora aquilo que os manifestantes afirmam ser uma “erosão das liberdades” na antiga colónia britânica.

A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princípio “um país, dois sistemas”, precisamente o que os opositores às alterações da lei garantem estar agora em causa.

Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.

JMC // JMC

By Impala News / Lusa

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