PR/Moçambique: Marcelo defende que a paz e tolerância começam nos bancos das escolas

O Presidente português defendeu hoje na Escola Portuguesa de Moçambique, em Maputo, que a paz e a tolerância começam nos bancos das escolas e são construídas por todos, não apenas por meia dúzia de pessoas.

PR/Moçambique: Marcelo defende que a paz e tolerância começam nos bancos das escolas

PR/Moçambique: Marcelo defende que a paz e tolerância começam nos bancos das escolas

O Presidente português defendeu hoje na Escola Portuguesa de Moçambique, em Maputo, que a paz e a tolerância começam nos bancos das escolas e são construídas por todos, não apenas por meia dúzia de pessoas.

“Um mundo de egoísmos é um mundo de guerra. Ora, nós queremos a paz. Não queremos a supremacia de ninguém sobre ninguém. Queremos a tolerância, queremos o diálogo, queremos a compreensão. Isso começa nos bancos das escolas. Começa nas famílias, mas começa muito nos bancos das escolas. E é essa a mensagem que vos queria deixar”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Perante alunos e professores desta escola na capital de Moçambique, sem nunca falar especificamente da guerra na Ucrânia, o chefe de Estado prosseguiu: “Agora que por todo o mundo nós desejamos que haja paz lá longe, lá longe e no fundo tão perto de nós, temos de ter a noção de que essa paz é construída por nós todos, todos os dias, no sítio onde estamos, naquilo que fazemos ou não fazemos, na maneira como tratamos os outros e somos tratados pelos outros”.

“É impossível achar que a paz se faz apenas por meia dúzia de pessoas. Não se faz. Começa no coração de cada pessoa, começa na cabeça de cada pessoa, começa na vontade de cada pessoa”, reforçou.

O Presidente da República perguntou: “Mas como é que se constrói a paz nas escolas?”. E deu a resposta. “É muito simples: respeitando-nos uns aos outros”.

Durante esta visita à Escola Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa entregou a uma aluna do ensino secundário que se distinguiu no último ano letivo um prémio com o nome do seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa, que no período colonial foi governador-geral de Moçambique, entre 1968 e 1970.

“[O Prémio Baltazar Rebelo de Sousa] foi uma ideia da família, porque o meu pai, num tempo muito difícil, que foi o fim do colonialismo, antes de chegar a hora da independência, ele gostou de Moçambique. E gostou tanto que, depois da independência, foi convidado a vir cá várias vezes, porque tinha ficado uma ligação afetiva para além daquilo que era a diferença dos tempos”, referiu.

Na sua intervenção, o chefe de Estado falou sobre a importância de aprender com os erros, citando Nelson Mandela, e de a escola ser um espaço “de liberdade, de aprendizagem, de respeito da diversidade” e “aberta ao mundo”, formando alunos com a perspetiva de que mais tarde possam ir para qualquer parte.

“É muito importante que muitas e muitos fiquem em Moçambique, a fazer Moçambique cada vez mais rico, mais justo, mais próspero, virado para o futuro. Outras e outros em Portugal, a fazer o mesmo que se pretende para Moçambique. E muitas e muitos outros sabe-se lá onde, ao longo da vida”, acrescentou.

Dirigindo-se aos estudantes, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu na sua mensagem recorrente de que “ninguém é uma ilha”, declarando: “Hoje formamos um só mundo, não há vários mundos, estamos todos unidos. O que se passa na outra ponta do mundo entra na televisão na nossa casa”.

“Se forem excecionais enquanto pessoas, já cumpriram a vossa missão”, disse-lhes. 

Apesar de jubilado do ensino universitário, definiu-se como “professor, sempre”, apenas “temporariamente, por dez anos, exercendo outras funções”.

“Fiz outras coisas na vida. Aquelas que fiz melhor, fiz melhor quando fui parecido com um professor, quando percebi melhor, aprendi mais, fui mais tolerante, transmiti melhor”, considerou, completando: “E agora como Presidente da República tento fazer.  Umas vezes acerto, outras vezes não acerto”.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou hoje de manhã a Moçambique para uma visita oficial de quatro dias, a terceira que realiza a este país desde que assumiu a chefia do Estado português.

IEL // SF

By Impala News / Lusa

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