Principal partido da oposição em Moçambique ameaça convocar manifestações em contra resultados oficiais

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição no país, anunciou que vai convocar “manifestações à escala nacional” para repudiar os resultados das sextas eleições gerais no país.

Principal partido da oposição em Moçambique ameaça convocar manifestações em contra resultados oficiais

Principal partido da oposição em Moçambique ameaça convocar manifestações em contra resultados oficiais

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição no país, anunciou que vai convocar “manifestações à escala nacional” para repudiar os resultados das sextas eleições gerais no país.

“A Renamo vai convocar as manifestações à escala nacional nos termos da Constituição da República e das leis vigentes para repudiar estas eleições e repor a verdade democrática”, disse Alfredo Magumisse, porta-voz da Comissão Política do partido em conferência de imprensa em Maputo.

Em causa está a proclamação hoje dos resultados pelo Conselho Constitucional (CC), confirmando a reeleição de Filipe Nyusi, à primeira volta, para um segundo mandato, com 73% dos votos, e a maioria absoluta da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) nas três eleições em todos os círculos eleitorais – 11 no país, mais dois no estrangeiro (África e Resto do Mundo).

Para Alfredo Magumisse, que falava após uma reunião da Comissão Política do partido convocada horas depois da proclamação dos resultados, o acórdão do “deita abaixo todo o esforço que se vem construindo para a democracia em Moçambique”.

“A Renamo não tem outra saída senão ficar do lado do povo e da democracia “, concluiu Alfredo Magumisse.

No parlamento, a Frelimo reforça a maioria e vai passar a ter mais de dois terços dos lugares, cabendo-lhe 184 dos 250 deputados, ou seja, 73,6% dos lugares, restando 60 (24%) para a Renamo e seis assentos (2,4%) para o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

A Frelimo consegue mais 40 deputados que há cinco anos, a Renamo perde 29 e o MDM perde 11.

Várias missões de observação levantaram também dúvidas e preocupações acerca da votação. A Comissão Nacional de Eleições de Moçambique manifestou “preocupação” com “algumas irregularidades”, justificando que por isso evitou descrever as eleições gerais como livres, justas e transparentes, no anúncio dos resultados.

RIZR (EYAC) // PJA

By Impala News / Lusa

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