Presidente moçambicano formaliza candidatura a um segundo mandato

Filipe Nyusi entregou hoje no Conselho Constitucional, em Maputo, a candidatura a um segundo mandato pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), com vista às eleições gerais marcadas para 15 de outubro.

Presidente moçambicano formaliza candidatura a um segundo mandato

Presidente moçambicano formaliza candidatura a um segundo mandato

Filipe Nyusi entregou hoje no Conselho Constitucional, em Maputo, a candidatura a um segundo mandato pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), com vista às eleições gerais marcadas para 15 de outubro.

O chefe de Estado e presidente da Frelimo entregou a candidatura perante os juízes conselheiros do Conselho Constitucional, acompanhado pelo secretário-geral do partido, Roque Silva, e pela mandatária da candidatura, Verónica Macamo.

Foi também entregue a lista das assinaturas dos apoiantes, recolhida a nível nacional.

Filipe Nyusi foi o primeiro a formalizar a candidatura, enquanto o principal partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), já anunciou que o seu líder, Ossufo Momade, também vai concorrer à presidência.

O terceiro partido, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), também já anunciou que vai candidatar o seu líder, Daviz Simango.

As eleições gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) estão marcadas para 15 de outubro.

Nyusi apontou como prioridade da candidatura a luta contra a corrupção.

“A luta renhida contra a corrupção e todo o tipo de males que dificultam o crescimento de Moçambique vai continuar. Não temos outra hipótese”, disse, num altura em que o seu partido enfrenta o caso das dívidas ocultas do Estado, um dos maiores casos de corrupção de sempre no país.

Empréstimos de 2,2 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros) suportadas por garantias soberanas emitidas ilegalmente pelo anterior Governo, liderado pelo presidente Armando Guebuza, levaram à detenção de dezenas de pessoas em vários pontos do globo, entre banqueiros do Credit Suisse, o ex-ministro das Finanças, Manuel Chang, e figuras próximas do ex-chefe de Estado.

Na primeira e única entrevista do seu mandato, há três semanas, Filipe Nyusi escusou-se a esclarecer se recebeu parte do dinheiro (na altura era ministro da Defesa), alegando não querer “embaraçar o processo que está a correr ao nível da Justiça”.

Segundo o Presidente, “as coisas serão explicadas. O tempo é responsável”.

Hoje, ao entregar a candidatura presidencial, Nyusi disse ter a responsabilidade de fazer crescer o país e pôr Moçambique nos níveis em que “merece estar”.

RIZR/LFO // JH

By Impala News / Lusa

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