Presidente moçambicano diz-se aberto a receber “qualquer tipo de apoio” no combate à violência em Cabo Delgado

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, mostrou-se hoje aberto a “qualquer tipo de apoio” no combate à violência armada em Cabo Delgado (norte de Moçambique), reiterando que é importante que se juntem “sinergias” para travar os conflitos.

Presidente moçambicano diz-se aberto a receber

Presidente moçambicano diz-se aberto a receber “qualquer tipo de apoio” no combate à violência em Cabo Delgado

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, mostrou-se hoje aberto a “qualquer tipo de apoio” no combate à violência armada em Cabo Delgado (norte de Moçambique), reiterando que é importante que se juntem “sinergias” para travar os conflitos.

“Estamos abertos a qualquer tipo de apoio que pode ser dado no âmbito do terrorismo”, disse o chefe de Estado.

Filipe Nyusi falava durante uma cerimónia de encerramento de cursos militares no Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza (Isedef), em Maputo.

O chefe de Estado disse ainda que é importante que se unam sinergias no combate aos conflitos no norte do país, considerando que “o terrorismo não se combate unilateralmente”.

“Temos estado a trabalhar bilateralmente com os países da Europa, América, Ásia e África, incluindo os da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, havendo sinais e atos concretos que estão a decorrer nesse aspeto”, referiu.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, escreveu, a 16 de setembro, um ofício ao alto representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, a pedir apoio na logística e no treino especializado das forças governamentais para travar as incursões armadas em Cabo Delgado.

Em 09 de outubro, a UE enviou uma carta confirmando o apoio, tendo sido anunciado hoje um aprofundamento de discussões sobre a ajuda, dois meses depois do pedido formal moçambicano.

A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 435.000 pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos suficientes – concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

LYN // JH

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS