Presidente libanês abandona Palácio Presidencial a um dia de expirar mandato

O presidente do Líbano, Michel Aoun, deixou hoje o Palácio Presidencial, depois de anunciar a dissolução do governo interino, um dia antes de oficialmente expirar o mandato, deixando o país num vácuo de poder e sem sucessor.

Presidente libanês abandona Palácio Presidencial a um dia de expirar mandato

Presidente libanês abandona Palácio Presidencial a um dia de expirar mandato

O presidente do Líbano, Michel Aoun, deixou hoje o Palácio Presidencial, depois de anunciar a dissolução do governo interino, um dia antes de oficialmente expirar o mandato, deixando o país num vácuo de poder e sem sucessor.

O mandato termina legalmente segunda-feira, quando faz seis anos que, em 31 de outubro de 2016, assumiu a chefia de Estado, mas a cerimónia oficial de despedida aconteceu hoje em frente ao Palácio Baabda, nos arredores de Beirute, segundo as agências noticiosas AFP e EFE.

O presidente percorreu um tapete vermelho despedindo-se de altos funcionários e recebendo as honras da Guarda Republicana, saindo depois até à porta da residência para discursar diante de centenas de seguidores, que o receberam gritando “General, general, general”.

“Esta manhã enviei uma carta ao parlamento em cumprimento de meus poderes constitucionais e assinei o decreto de renúncia do governo,” afirmou Michel Aoun no seu discurso de despedida do Palácio Presidencial.

A decisão do chefe de Estado enquadra-se no seu confronto com o primeiro-ministro, que impede a formação de um novo governo, terminando na segunda-feira o mandato de seis anos sem que os deputados tenham conseguido eleger o seu sucessor devido a diferenças políticas.

Milhares de seguidores do chefe de Estado, fundador do Movimento Patriótico Livre (CPL), aliado do Hezbollah pró-iraniano, reuniram-se no palácio presidencial em Baabda.

“Viemos escoltar o presidente no final do seu mandato, dizer-lhe que estamos com ele e continuaremos a luta a seu lado”, disse Joumana Nahed, professora, em declarações à AFP.

O parlamento reuniu-se quatro vezes no mês passado, em vão, sem que o campo muçulmano xiita do Hezbollah, o movimento armado que domina a vida política no Líbano, nem os oponentes conseguissem uma maioria para impor um candidato.

VP // TDI

By Impala News / Lusa

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