Presidente iraniano pronto a receber diretor de AIEA

O Presidente iraniano declarou-se hoje pronto a receber o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que quer “encontrar uma solução” para a restrição de acesso de inspetores a determinadas instalações, prevista para começar no dia 23.

Presidente iraniano pronto a receber diretor de AIEA

Presidente iraniano pronto a receber diretor de AIEA

O Presidente iraniano declarou-se hoje pronto a receber o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que quer “encontrar uma solução” para a restrição de acesso de inspetores a determinadas instalações, prevista para começar no dia 23.

De acordo com uma lei aprovada em dezembro, a partir da próxima terça-feira as autoridades do Irão deverão restringir o acesso dos inspetores da AIEA a instalações não nucleares, incluindo instalações militares suspeitas de atividade nuclear, sob certas condições.

Permitir um acesso amplo aos inspetores internacionais é um dos compromissos do Irão no âmbito do acordo sobre o nuclear que assinou em 2015 com o grupo dos 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China — mais a Alemanha), cuja aplicada é fiscalizada pela AIEA.

A lei suscitou preocupações internacionais sobre uma possível expulsão de inspetores das Nações Unidas e, na sexta-feira, Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA, sugeriu que os Estados membros do organismo se deslocassem ao Irão para tentar encontrar uma “solução”.

 “A propaganda estrangeira começou dizendo que expulsaremos os inspetores da AIEA”, reagiu hoje o presidente Hassan Rohani na reunião semanal do seu gabinete, transmitida pela televisão.

“Não apenas não os expulsaremos, mas o diretor da AIEA pediu para vir a Teerão e pode vir”, adiantou.

O embaixador do Irão junto da AIEA, Kazem Gharibabadi, disse hoje através da rede social Twitter que Rafael Grossi “se desloca a Teerão no sábado para discussões técnicas com a Organização de Energia Atómica (iraniana) sobre como continuar a cooperação face às novas disposições”.

“Se ele quer negociar, pode negociar”, afirmou Rohani, sublinhando que “não se trata de deixar a (…) atividade nuclear (do Irão) sem fiscalização”.

Num relatório enviado na terça-feira aos Estados membros, Rafael Grossi confirmou que o Irão tem a intenção de deixar “de aplicar medidas voluntárias de transparência” a partir de 23 de fevereiro.

Os chefes da diplomacia francesa, britânica e alemã discutirão na quinta-feira com o seu homólogo norte-americano, Antony Blinken, o dossier iraniano, disse hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

Jean-Yves Le Drian receberá em Paris os homólogos Dominic Raab e Heiko Maas, aos quais se juntará por videoconferência o secretário de Estado dos Estados Unidos, para uma reunião “dedicada principalmente ao Irão e à segurança regional no Médio Oriente”, precisa o comunicado.

Desde 2019, um ano depois da retirada pelo antigo Presidente Donald Trump de Washington do acordo nuclear, o Irão tem vindo a deixar de cumprir os seus compromissos no pacto.

A nova administração do Presidente Joe Biden exprimiu a vontade de regressar ao acordo, mas pede ao Irão que comece por o cumprir. Teerão declara-se disposto a fazê-lo, mas exige primeiro o levantamento das sanções norte-americanas.

 

PAL // ANP

By Impala News / Lusa

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