Presidente do PSD diz que líderes partidários são

Presidente do PSD diz que líderes partidários são “uma espécie de diretor comercial”

Os líderes partidários são como “uma espécie de diretor comercial” que são substituídos quando “não conseguem vender o produto com sucesso”, perdendo, assim, eleições, disse Rui Rio.

Porto, 03 dez (Lusa) – O presidente do PSD afirmou hoje que atualmente os líderes partidários são como “uma espécie de diretor comercial” que são substituídos quando “não conseguem vender o produto com sucesso”, perdendo, assim, eleições.

No Porto, numa conferência evocativa do 38.º aniversário da morte de Sá Carneiro, Rui Rio comparou ainda a política a um namoro em que se promete uma coisa, mas “sai outra completamente diferente” depois de casados.

“(…) Por força daquele que é o andamento da sociedade, o líder partidário é como uma espécie de diretor comercial. Consegue vender o produto com sucesso e está bem não consegue e temos que trocar por um outro diretor comercial”, afirmou o líder do PSD.

Antes, Rui Rio referiu que no tempo de Francisco Sá Carneiro “os líderes perdiam eleições e não saíam, continuavam”, notando que o próprio Sá Carneiro perdeu eleições, Mário Soares também e “Álvaro Cunhal nunca ganhou nenhuma”.

Salientando a importância dos partidos e dos políticos “dizerem ao que vêm”, o líder social-democrata comparou a política dos dias de hoje a um namoro: “Hoje, na política namora-se o eleitorado de uma dada maneira e, depois, quando casamos com o povo, ele divorcia-se de nós porque estava a contar com uma coisa e depois sai outra completamente diferente”.

Num discurso pautado por elogios ao ex-presidente do PSD e ex-primeiro-ministro Sá Carneiro, que Rio considerou ter “uma enorme coragem, frontalidade, convicção e um enorme rigor”, o presidente do PSD fez outra comparação.

“Ouço por vezes dizer que isto da forma que está só lá ia com dez Salazares. Pois eu digo, cinco Sá Carneiros e nós resolvíamos isto, não eram precisos dez Salazares”, disse.

A participar na mesma sessão, o também ex-presidente do PSD e ex-primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão considerou que os partidos têm de “atualizar-se, mostrar que não existem para servir clientelas, ser capazes de atrair não apenas os abstencionistas em geral, mas, dentro destes, gente mais nova, que tome paulatinamente as rédeas do poder e demonstre que está na política para lutar pelos valores essenciais da democracia”.

Francisco Balsemão defendeu também o caminho dos pactos de regime, observando que Rui Rio também o defende.

“Como vem insistindo sem resposta Rui Rio, os partidos têm de aceitar a necessidade urgente de pactos de regime acerca das principais áreas da governação. Grandes, urgentes, profundas e duradouras reformas na Justiça, na Educação, na Saúde, na Administração Pública, sob a égide e corresponsabilização do Presidente da República”, apontou.

JYCR // SR

By Impala News / Lusa

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