Presidente do líder da oposição em São Tomé propõe novo congresso para unir militantes

O presidente da Ação Democrática Independente (ADI), líder da oposição em São Tomé e Príncipe, propôs hoje a realização de um novo congresso para “ultrapassar a atual crise” interna e o partido se “reerga mais unido, coeso e democrático”.

Presidente do líder da oposição em São Tomé propõe novo congresso para unir militantes

Presidente do líder da oposição em São Tomé propõe novo congresso para unir militantes

O presidente da Ação Democrática Independente (ADI), líder da oposição em São Tomé e Príncipe, propôs hoje a realização de um novo congresso para “ultrapassar a atual crise” interna e o partido se “reerga mais unido, coeso e democrático”.

“Face ao persistente clima de desunião, de incompreensão e de intolerância, entendo ser do interesse superior do ADI que os militantes do partido sejam chamados a pronunciar-se e escolher o melhor destino para o partido”, disse Agostinho Fernandes, em conferência de imprensa em São Tomé.

“Reitero a minha disponibilidade para que, no quadro de um novo congresso que se espera mais congregador, o ADI possa ultrapassar a sua atual crise e reerguer-se mais unido, mais coeso e mais democrático”, acrescentou.

Na semana passada, o Tribunal Constitucional são-tomense (TC), legitimou, por unanimidade, em acórdão, o congresso do Partido Ação Democrática Independente (ADI) que elegeu Agostinho Fernandes, presidente deste partido, no final de maio passado.

Apesar disso, a comissão de gestão – que reclamou a direção do partido após o antigo presidente do ADI e ex-primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ter abandonado a liderança, há cerca de um ano – convocou um congresso para dia 28 deste mês.

“Fiel que sou à palavra dada e fazendo jus aos princípios e valores de que me orgulho e faço questão de preservar, quero que fique claro que o acórdão do Tribunal Constitucional reconhecendo os legítimos órgãos do partido em nada vem mudar o que já foi anteriormente dito em relação à predisposição do partido para a realização de um congresso”, explicou o responsável.

O ADI está mergulhado numa profunda crise, cuja saída, Agostinho Fernandes acredita ser possível com a realização de uma reunião magna, convocada pela “direção legítima do partido”.

Na altura da sua eleição, em maio, Agostinho Fernandes já tinha admitido a possibilidade de convocar um novo congresso para seis meses depois.

Agostinho Fernandes “pondera”, neste congresso, desafiar Patrice Trovoada “após o anúncio feito recentemente, manifestando, pela primeira vez desde a sua saída do país em outubro do ano passado, a sua intenção em apresentar-se aos militantes e ser novamente candidato à liderança do ADI”.

Patrice Trovoada, então primeiro-ministro, saiu de São Tomé e Príncipe pouco depois das eleições legislativas de outubro passado, que venceu, mas não conseguiu formar Governo, tendo o MLSTP e a coligação PCD-UDD-MDFM garantido apoio parlamentar ao executivo, atualmente liderado por Jorge Bom Jesus.

“Não posso hoje deixar de constatar e confessar com alguma deceção que a grandeza política do nosso partido contrasta com a pequenez das suas ‘démarches’ internas”, sublinhou o líder do ADI, lamentando a “falta de frontalidade, maturidade, capacidade e coragem de alguns dirigentes ditos genuínos do partido”, que acusa de “défice de cultura democrática”.

Agostinho Fernandes diz que no interior do seu partido se vive um clima “persistente de incitações ao ódio, à discórdia e à violência”, a que é necessário pôr fim.

“Os que me conhecem, sabem perfeitamente que não será através de mim que nenhum são-tomense derramará sangue por causa da política, menos ainda, por uma política sem causa comum”, referiu o presidente do ADI.

MYB // JH

By Impala News / Lusa

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