Presidente do Eurogrupo diz que referendo não muda situação económica de Itália

O presidente do Eurogrupo afirmou em Bruxelas que o resultado do referendo de domingo em Itália, que precipitou a demissão do primeiro-ministro Matteo Renzi, não altera a situação económica do país, das principais economias da zona euro.

Presidente do Eurogrupo diz que referendo não muda situação económica de Itália

Presidente do Eurogrupo diz que referendo não muda situação económica de Itália

O presidente do Eurogrupo afirmou em Bruxelas que o resultado do referendo de domingo em Itália, que precipitou a demissão do primeiro-ministro Matteo Renzi, não altera a situação económica do país, das principais economias da zona euro.

Bruxelas, 05 dez (Lusa) — O presidente do Eurogrupo afirmou hoje em Bruxelas que o resultado do referendo de domingo em Itália, que precipitou a demissão do primeiro-ministro Matteo Renzi, não altera a situação económica do país, das principais economias da zona euro.


“Claro que cabe agora ao presidente italiano tomar decisões sobre o processo democrático, pois é disso mesmo que se trata, um processo democrático, que não altera a situação económica em Itália ou nos bancos italianos. Os problemas que temos hoje são os mesmos que tínhamos ontem”, apontou Jeroen Dijsselbloem, à entrada para uma reunião de ministros das Finanças da zona euro, na qual já não participa o ministro italiano, Pier Carlo Padoan, em função da demissão do Governo de Renzi.


O presidente do Eurogrupo insistiu que “o resultado do referendo de ontem (domingo) é uma decisão política sobre uma reforma em particular, uma reforma constitucional”, que não altera o quadro económico atual do país, e observou que a prova disso mesmo é que “até agora os mercados reagiram de forma bastante tranquila”.


“A Itália é uma economia forte, das maiores da zona euro, é um país com instituições fortes e vai haver um Governo, aconteça o que acontecer, que terá de lidar com a situação económica do país e com os bancos que têm problemas”, tal como já sucedia antes, concluiu.


Os italianos votaram em referendo no domingo uma reforma constitucional que visava reduzir o poder do Senado, mas que se transformou num plebiscito ao primeiro-ministro, Matteo Renzi, que já anunciou a demissão após conhecida a vitória do “não”.


A derrota de Renzi no referendo pode ter impacto económico, como sugere a repetida subida das taxas de juro da dívida soberana das últimas semanas e a preocupação crescente com os créditos de cobrança duvidosa que ensombram a banca italiana.


A derrota de Renzi pode também reforçar a posição de partidos populistas como a Liga do Norte e o M5E, que defendem a realização de um referendo sobre a permanência de Itália na Zona Euro.



ACC (PSP) // VM


Lusa/Fim

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