Presidente do Comité Europeu das Regiões alerta para serviços em risco devido a custos da pandemia

A covid-19 aumentou os custos das autoridades locais em 125 mil milhões de euros em 2020 e reduziu receitas em 55 mil milhões, podendo levar ao corte de serviços públicos, disse hoje o presidente do Comité Europeu das regiões.

Presidente do Comité Europeu das Regiões alerta para serviços em risco devido a custos da pandemia

Presidente do Comité Europeu das Regiões alerta para serviços em risco devido a custos da pandemia

A covid-19 aumentou os custos das autoridades locais em 125 mil milhões de euros em 2020 e reduziu receitas em 55 mil milhões, podendo levar ao corte de serviços públicos, disse hoje o presidente do Comité Europeu das regiões.

“Esta diferença de 180 mil milhões de euros pode levar ao corte de serviços públicos”, afirmou Apostolos Tzitzikostas durante uma conferência de imprensa no âmbito da Semana Europeia das Regiões e das Cidades (#EURegionsWeek), em Bruxelas.

Os números resultam do Barómetro Regional e Local Anual da União Europeia que será divulgado na terça-feira e que Apostolos Tzitzikostas diz levantar “sérias preocupações” sobre o estado regiões e cidades da Europa.

A primeira preocupação prende-se com o “golpe violento” que as regiões e municípios sofreram a nível financeiro e que pode pôr em risco a manutenção de serviços públicos caso não haja mais dinheiro de fundos nacionais e da UE que seja “urgentemente” dado para apoiar projetos e programas locais.

O barómetro revela ainda, segundo o presidente do Comité Europeu das Regiões, que “os governos nacionais estão a ignorar as regiões e municípios” e que poucos falaram com as autoridades regionais antes de apresentarem pedidos de financiamento à UE.

 A sondagem de opinião a autoridades regionais e locais de toda a Europa revela que 65% pensam que as regiões, cidades e aldeias não têm influência suficiente no futuro da UE.

“Nove em cada 10 pessoas ouvidas acreditam que o reforço do envolvimento dos governos subnacionais no processo de tomada de decisões da UE melhoraria a democracia”, afirmou Apostolos Tzitzikostas, sublinhando que “ignorar este apelo será um erro imperdoável e aumentará o fosso entre a UE e as suas comunidades”.

Na conferência que marcou o primeiro dia da Semana Europeia das Regiões e das Cidades, a comissária Europeia da Política de Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, avançou também alguns resultados do Eurobarómetro.

De acordo com a comissária, 69% dos europeus “estão cientes de que a Política de Coesão está a investir na recuperação” da crise pandémica e 41% dos europeus conhecem um projeto na sua região, o que representa um aumento de 34% relativamente ao que acontecia há uma década.

Entre os 10 principais fundos europeus, o Fundo Regional (FEDER), o Fundo de Coesão e o Fundo Social Europeu são conhecidos por 49% dos entrevistados, mas perdem para o Erasmus, reconhecido por 58% dos inquiridos.

“Também descobrimos que os projetos financiados pela UE têm um efeito positivo sobre os sentimentos de cidadania europeia, com 59% dos europeus a sentirem um sentimento mais forte de pertença”, divulgou a comissária, acrescentando que 64% das pessoas defendem que a política de coesão deve continuar.

O Eurobarómetro será divulgado na integra na terça-feira, no âmbito da Semana Europeia das Regiões e das Cidades (#EURegionsWeek), o maior evento anual em Bruxelas dedicado à política regional.

Na sua 19.ª edição, o evento reúne mais de 12.000 participantes e 1.000 palestrantes que participam em cerca de 300 eventos.

Este ano, a Semana Europeia tem como lema “Juntos pela Recuperação” e aborda quatro temas centrais: “Transição Verde: para uma recuperação sustentável e verde”; “Coesão: da emergência à resiliência”; “Transição Digital: para pessoas”; e “Envolvimento dos Cidadãos: para uma recuperação inclusiva, participativa e justa”.

DA // MCL

Lusa/fim

By Impala News / Lusa

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