Presidente da Renamo acusa Frelimo de se comportar como “um novo opressor”

O presidente da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Ossufo Momade, acusou a Frelimo, partido no poder, de se comportar como “um novo opressor” ao longo dos 45 anos de independência do país.

Presidente da Renamo acusa Frelimo de se comportar como

Presidente da Renamo acusa Frelimo de se comportar como “um novo opressor”

O presidente da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Ossufo Momade, acusou a Frelimo, partido no poder, de se comportar como “um novo opressor” ao longo dos 45 anos de independência do país.

“O comportamento dos novos opressores pôs em causa a unidade nacional e a construção de um Estado de direito e democrático”, disse Ossufo Momade, numa comunicação à nação por ocasião do 45.º aniversário da independência nacional, que se assinala na quinta-feira.

O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) afirmou que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) instalou “um regime cruel”, levando a uma guerra civil de 16 anos contra a negação de direitos e liberdades fundamentais.

“Foram necessários 16 anos de luta para o regime render-se aos moçambicanos e aceitar a democracia e o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais”, declarou Ossufo Momade.

Um ano após a conquista da independência nacional, em 25 de junho de 1975, Moçambique mergulhou numa guerra civil opondo o Governo da Frelimo e a Renamo, que durou 16 anos até à assinatura do Acordo Geral da Paz em 1992.

Ossufo Momade avançou que a Frelimo se mantém no poder desde a independência através de fraudes eleitorais e da negação do direito de escolha dos cidadãos.

No campo económico, prosseguiu, o país tem sido assolado por falta de políticas setoriais favoráveis ao desenvolvimento, corrupção, clientelismo e nepotismo.

“Contrariamente à prosperidade esperada, Moçambique embrenha-se num atraso económico tal que ainda se debate com o flagelo da fome”, continuou.

Ossufo Momade assinalou que os abundantes recursos naturais de que o país dispõe não têm sido explorados em prol do desenvolvimento económico e social da maioria dos moçambicanos.

PMA // LFS

By Impala News / Lusa

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