Presidente da Colômbia anuncia um primeiro acordo com guerrilha do ELN

Gustavo Petro anunciou que o Governo chegou a acordo com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) sobre o regresso dos refugiados indígenas deslocados no oeste do país.

Presidente da Colômbia anuncia um primeiro acordo com guerrilha do ELN

Presidente da Colômbia anuncia um primeiro acordo com guerrilha do ELN

Gustavo Petro anunciou que o Governo chegou a acordo com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) sobre o regresso dos refugiados indígenas deslocados no oeste do país.

Bogotá, 04 dez 2022 (Lusa) – O Presidente da Colômbia anunciou, no sábado, que o Governo tinha chegado a acordo com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) sobre o regresso dos refugiados indígenas deslocados no oeste do país.

Este é o primeiro acordo desde o início das conversações de paz entre Bogotá e o grupo guerrilheiro.

“O primeiro ponto do acordo a que chegámos com o ELN, apenas uma semana depois do início das negociações, é permitir o regresso das pessoas deslocadas por esta organização” às suas terras, disse Gustavo Petro, durante uma cerimónia oficial em Dabeiba (noroeste).

O chefe de Estado colombiano não especificou uma data de regresso destas comunidades que fugiram dos territórios que ocupavam legalmente nas regiões de Choco (noroeste) e Risaralda (centro-oeste), devido à violência entre traficantes de droga, grupos paramilitares e guerrilheiros do ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia.

Petro sublinhou que o regresso de qualquer grupo étnico da população deslocado pela violência devia ser possível em todo o território colombiano.

As negociações com o ELN, interrompidas em 2019 pelo anterior Governo, na sequência de um ataque que matou 22 pessoas, foram retomadas por Petro, o primeiro Presidente de esquerda na história da Colômbia, eleito em agosto.

Representantes do Governo e do ELN iniciaram estas novas conversações, no mês passado, na Venezuela.

Espera-se que o acordo beneficie uma comunidade que encenou várias ocupações de diferentes parques em Bogotá desde o final de 2020, em protestos que resultaram em confrontos violentos com a polícia.

O Governo colombiano e o ELN não chegaram a acordo sobre um cessar-fogo, mas acordaram, em outubro, “retomar todos os acordos e progressos realizados desde a assinatura da agenda” a 30 de março de 2016. Nas últimas semanas, os dois lados apresentaram “medidas de confiança” recíprocas, tais como a libertação de presos e uma redução nas operações.

O número de membros do ELN aumentou de 1.800 para 2.500, na sequência da suspensão das negociações, de acordo com estimativas oficiais.

Fundado em 1964 por sindicalistas e estudantes simpatizantes de Ernesto “Che” Guevara e da revolução cubana, o ELN permanece até agora o último grupo guerrilheiro, constituído como tal, ainda ativo no país, depois de a antiga guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) ter assinado um acordo de paz com as autoridades colombianas em 2016.

EJ // EJ

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS