Presidente da Câmara Municipal diz que Lisboa não consegue combater sozinha falta de habitação

Presidente da Câmara Municipal diz que Lisboa não consegue combater sozinha falta de habitação

Medina disse nas comemorações do 05 de Outubro, que o município “não consegue sozinho combater um mercado de arrendamento sem oferta”, uma das preocupações centrais dos portugueses.

Lisboa, 05 out (Lusa) – O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS), disse hoje, nas comemorações da Implantação da República, que o município “não consegue sozinho combater um mercado de arrendamento sem oferta”, uma das preocupações centrais dos portugueses.

No discurso que proferiu nas comemorações do 05 de Outubro, que decorrem esta manhã na Praça do Município, Fernando Medina considerou que não seria possível celebrar “adequadamente a República” se não tivesse “expressão uma das preocupações centrais de milhares de portugueses, a concretização do direito à habitação”.

“Um município, por maior e mais forte que seja, como Lisboa, não consegue sozinho combater um mercado de arrendamento sem oferta e um mercado de aquisição em inflação contínua. Esta é uma tarefa do parlamento”, afirmou o socialista.

O presidente da Câmara de Lisboa falava perante o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, e também perante deputados da Assembleia da República e Assembleia Municipal.

Para Fernando Medina, “esta é uma responsabilidade de todos, mas é naturalmente maior para os partidos que apoiam a atual solução política”.

A ouvi-lo estavam ainda os líderes do PSD, Rui Rio, e do CDS-PP, Assunção Cristas, que é também vereadora em Lisboa.

“A maioria que tantas vezes se formou para assegurar direitos fundamentais que tinham sido postos em causa não pode falhar aqui, no que é fundamental”, sublinhou o presidente da Câmara, notando que “já passaram três anos desta legislatura”.

“É essencial passar das proclamações inflamadas e das intervenções casuísticas para ações concretas e efetivas, é essencial avançar já”, defendeu, apontando que, “entre 2013 e 2018, o número de fogos colocado para arrendamento na cidade de Lisboa caiu de 7.450 por ano para menos de metade”.

Também o “preço de aquisição tem subido de forma contínua”, precisou.

FYM // VAM

By Impala News / Lusa

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