Presidente angolano admite que ainda há muito trabalho na diplomacia económica

O Presidente angolano disse hoje, em Luanda, que ainda há muito por se trabalhar a nível da diplomacia económica em Angola, para a qual referiu ter prestado particular atenção desde que assumiu a presidência, em 2017.

Presidente angolano admite que ainda há muito trabalho na diplomacia económica

Presidente angolano admite que ainda há muito trabalho na diplomacia económica

O Presidente angolano disse hoje, em Luanda, que ainda há muito por se trabalhar a nível da diplomacia económica em Angola, para a qual referiu ter prestado particular atenção desde que assumiu a presidência, em 2017.

João Lourenço falava à imprensa no final da cerimónia de inauguração da Academia Diplomática Venâncio de Moura, criada com o financiamento de cerca de 16 milhões de dólares (13,5 milhões de euros) do Governo da China.

“O chefe de Estado no fundo acaba por ser o primeiro diplomata de qualquer país, eis a razão por que eu assumi essa responsabilidade de procurar dar um impulso à diplomacia económica”, disse João Lourenço.

Segundo o Presidente angolano, a diplomacia no geral do país está “muito bem”, contudo, em termos de diplomacia económica, Angola ainda tem “um caminho longo a percorrer”, acreditando que será alcançado sucesso.

Com a inauguração desta academia, realçou João Lourenço, o país passa a ter maior capacidade de formar, preparar os quadros angolanos para que possam exercer as suas funções com maior qualidade.

O chefe de Estado sublinhou o papel da diplomacia para as boas relações de amizade e de cooperação com os outros povos e para a prevenção e resolução de guerras.

“No nosso próprio caso, estamos recordados que foi a diplomacia que nos levou às [negociações] quadripartidas em Nova Iorque e, desta forma, pusemos fim ao conflito que opunha os povos desta região ao regime do apartheid”, salientou.

A obra executada em 19 meses é composta por 11 edifícios, construídos numa área de quatro hectares, na centralidade do Kilamba, arredores da cidade de Luanda, com capacidade anual para 1.800 formandos.

Com 29 salas de aula, a infraestrutura alberga também dois laboratórios de informática, igual número para línguas, uma sala de prática consular, uma sala de prática de protocolo e cerimonial, biblioteca, um edifício de dormitórios para estudantes, com 78 suites, um campo para a prática de desportos de salão, uma quadra de ténis e um ginásio.

O espaço dispõe igualmente de um edifício administrativo, um auditório, um edifício de serviços, um refeitório e dois parques de estacionamento.

Na sua intervenção, o chefe da diplomacia angolana, Téte António, referiu que o principal desafio na diplomacia angolana é “o elemento humano”, salientando que tem estado a ser conferida especial atenção aos quadros do Ministério das Relações Exteriores, no sentido de os capacitar.

Téte António realçou que desde o início do mandato do atual executivo tem sido mais criteriosa a seleção de pessoal das missões diplomáticas e tem estado a ser implementado um conjunto de políticas para o efeito.

“Neste sentido, temos ministrado cursos de refrescamento e capacitação com regularidade para os chefes de missão e quadros do Ministério das Relações Exteriores com o intuito de aprimorar a nossa atividade diplomática e melhor representar o nosso país”, disse.

NME // VM

By Impala News / Lusa

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