PR turco acusa países árabes de traição por estarem em silêncio sobre plano de paz dos EUA

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje alguns países árabes de cometerem “traição” por permanecerem “calados” sobre o plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano para tentar resolver o conflito israelo-palestiniano.

PR turco acusa países árabes de traição por estarem em silêncio sobre plano de paz dos EUA

PR turco acusa países árabes de traição por estarem em silêncio sobre plano de paz dos EUA

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje alguns países árabes de cometerem “traição” por permanecerem “calados” sobre o plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano para tentar resolver o conflito israelo-palestiniano.

“Os países árabes que apoiam esse plano cometem traição contra Jerusalém, assim como contra o seu próprio povo e, o que é mais importante, toda a humanidade”, disse Erdogan num discurso aos dirigentes do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), em Ancara.

“A Arábia Saudita está silenciosa. Quando a sua voz será ouvida? Omã, Bahrain, a mesma coisa. O Governo de Abu Dhabi aplaude. Que vergonha! Que vergonha!”, disse Erdogan.

O Presidente turco, um firme defensor da causa palestiniana, disse na quarta-feira que o plano, que apresenta Jerusalém como a “capital indivisível de Israel”, é “absolutamente inaceitável”.

“A Turquia não reconhece e não aceita esse plano que aniquila a Palestina” e coloca Jerusalém sob controlo dos israelitas”, afirmou.

“Jerusalém é a nossa linha vermelha”, acrescentou.

A cidade de Jerusalém é um ponto de atrito nas relações entre a Turquia e os Estados Unidos, já muito tensa em muitas questões internacionais.

Os líderes turcos criticaram fortemente a iniciativa do Presidente (norte-americano, Donald) Trump, que em 2017 reconheceu Jerusalém como a capital do Estado de Israel e mudou a embaixada dos Estados Unidos para aquela cidade.

Os meios de comunicação turcos mais próximos do Governo atacam regularmente certos países árabes, principalmente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, que acusa de ter abordado Israel contra um cenário de hostilidade comum ao Irão.

As relações da Turquia com esses dois países acabaram por se deteriorar após o assassínio em 2018 do jornalista saudita Jamal Khashoggi dentro da embaixada saudita, em Istambul.

Apesar das tensões, Erdogan raramente atacava a Arábia Saudita.

CSR // ANP

By Impala News / Lusa

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