PR quer todos os moçambicanos com eletricidade dentro de dez anos

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu hoje o acesso à energia elétrica para toda a população nos próximos dez anos, visando acelerar o combate à pobreza e promover o desenvolvimento social e económico do país.

PR quer todos os moçambicanos com eletricidade dentro de dez anos

PR quer todos os moçambicanos com eletricidade dentro de dez anos

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu hoje o acesso à energia elétrica para toda a população nos próximos dez anos, visando acelerar o combate à pobreza e promover o desenvolvimento social e económico do país.

“A meta que assumimos é providenciar o acesso à energia elétrica de qualidade a toda a população moçambicana nos próximos dez anos”, declarou Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano falava após o lançamento da primeira pedra de construção da linha de transporte de energia elétrica Chimuara – Alto Molócuè, na província da Zambézia, centro de Moçambique, projeto que classificou como estruturante para o projeto de estabelecer a ligação entre o norte e o centro através de um único sistema de transporte de energia.

De acordo com dados oficiais, atualmente apenas 34% dos cerca de 30 milhões de moçambicanos têm acesso a energia elétrica.

Filipe Nyusi adiantou que 185 mil moçambicanos entraram na rede pública de energia nos últimos três meses, como resultado de 37 mil novas ligações ao sistema à rede da empresa estatal Eletricidade de Moçambique (EDM).

O chefe de Estado acredita que o incremento foi conseguido graças à eliminação da taxa de ligação decretada em dezembro pelo Governo.

“Esta evolução corresponde a uma evidência irrefutável do efeito multiplicador da isenção de pagamento de taxa de energia elétrica”, prosseguiu.

O Presidente moçambicano assinalou que a aposta do executivo na eletrificação de todo o país visa “o fim último” de proporcionar prosperidade às famílias e às empresas moçambicanas.

O alargamento da rede de energia elétrica vai igualmente permitir o aumento da renda das famílias e a criação de oportunidades de emprego, acrescentou.

Filipe Nyusi lamentou o roubo de cabos elétricos da rede pública, apontando essa prática como um entrave à expansão do acesso à eletricidade.

A linha de alta tensão Chimuara – Alto Molócuètem, cuja primeira pedra foi hoje lançada, tem uma extensão de 367 quilómetros e está orçada em 200 milhões de dólares (167,9 milhões de euros), devendo ficar pronta no próximo ano.

As obras financiadas pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) fazem parte da linha norte-sul conhecido por “espinha dorsal” de distribuição de eletricidade ou Cesul.

PMA // VM

By Impala News / Lusa

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