Marcelo pede a políticos que deixem de exigir à sociedade aquilo que eles próprios não fazem

O Presidente da República apelou hoje aos líderes políticos para serem “mais inovadores, credíveis, fiáveis e estabilizadores” e deixarem de exigir aos cidadãos e ao setor privado “aquilo que eles próprios não fazem”.

Marcelo pede a políticos que deixem de exigir à sociedade aquilo que eles próprios não fazem

Marcelo pede a políticos que deixem de exigir à sociedade aquilo que eles próprios não fazem

O Presidente da República apelou hoje aos líderes políticos para serem “mais inovadores, credíveis, fiáveis e estabilizadores” e deixarem de exigir aos cidadãos e ao setor privado “aquilo que eles próprios não fazem”.

O Presidente da República apelou hoje aos líderes políticos para serem “mais inovadores, credíveis, fiáveis e estabilizadores” e deixarem de exigir aos cidadãos e ao setor privado “aquilo que eles próprios não fazem”. No encerramento de uma cimeira da Cotec sobre a “economia intangível” em que participou ao lado do Rei de Espanha e do Presidente de Itália, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que se deve fazer da política “um exemplo de valor imaterial que contribui para o futuro” das sociedades em Portugal, Espanha e Itália.

O Presidente português afirmou que “tudo o que é intangível liderou a humanidade” ao longo dos séculos e que “o erro foi ter-se reduzido o progresso da humanidade apenas aos tangíveis”. Ativos intangíveis ou incorpóreos são ativos sem tradução monetária direta. Mas independentemente de estarem contabilizados possuem valor e podem agregar vantagens competitivas, tal como é o caso de uma marca.

Marcelo salientou a importância do setor público

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, os valores intangíveis estiveram sempre ligados ao progresso da humanidade, razão pela qual considerou um “erro” ter definido o crescimento económico “apenas em termos quantitativos, ignorando a realidade imaterial”. O chefe de Estado português salientou a importância de o setor público também responder às mudanças em curso e apelou à preservação da “estabilidade política e institucional” e à reforma da administração pública.

Por seu lado, Felipe VI disse que a fratura digital que existe na população espanhola deveria ser motivo de preocupação, defendendo ao mesmo tempo a formação e a reciclagem profissional como “um direito e uma responsabilidade” de cada pessoa. Mattarella concordou que “as pessoas devem estar no centro” do processo de inovação social e não subordinadas à tecnologia.

O objetivo da reunião foi refletir e trocar ideias sobre problemas e necessidades comuns às empresas e economias em Portugal, Espanha e Itália, os três países onde a Cotec está localizada. Nas sessões de trabalho durante a tarde participaram vários oradores, entre eles Nadia Calvino, vice-Presidente do Governo de Espanha e ministra dos Assuntos Económicos e da Transformação Digital e Rui Lopes Ferreira, presidente executivo (CEO) do grupo Super Bock.

Os encontros Cotec Europa são organizados desde 2005 alternadamente em Portugal, Espanha e Itália, contando com a participação de empresários, decisores políticos e académicos. As reuniões são um “espaço de debate” com a intenção de produzir uma “contribuição positiva” dos países do sul da Europa para as políticas de inovação, na construção de novas respostas aos desafios de competitividade, emprego e crescimento inclusivo que se colocam à Europa, às suas empresas e aos cidadãos.

Nas últimas cimeiras, realizadas em Nápoles (Itália), Mafra (Portugal) e Madrid (Espanha), foram discutidos os temas da “Administração Pública 4.0”, do “Trabalho 4.0” e da “Economia Circular”. A primeira Cotec foi fundada em Espanha, em 1990, por iniciativa do então rei Juan Carlos, e nove anos depois, em 2001, surgiu a sua congénere italiana. A Cotec Portugal – Associação Empresarial para a Inovação, foi constituída em abril de 2003, na sequência de uma iniciativa do então Presidente da República Jorge Sampaio. A COTEC Europa foi fundada em 2003, com a adesão da COTEC Portugal ao grupo já formado por Espanha e Itália.

 

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