PR defende que Portugal deve aproveitar excedente orçamental para pagar dívida

Marcelo defendeu hoje que Portugal deve aproveitar o excedente orçamental de 0,2% para pagar a dívida pública, explicando que poupar é uma forma de o país “subir na cotação internacional”.

PR defende que Portugal deve aproveitar excedente orçamental para pagar dívida

PR defende que Portugal deve aproveitar excedente orçamental para pagar dívida

Marcelo defendeu hoje que Portugal deve aproveitar o excedente orçamental de 0,2% para pagar a dívida pública, explicando que poupar é uma forma de o país “subir na cotação internacional”.

Porto, 11 dez 2019 (Lusa) – O Presidente da República defendeu hoje que Portugal deve aproveitar o excedente orçamental de 0,2% para pagar a sua dívida pública, explicando que poupar não é “uma mania”, mas uma forma de o país “subir na cotação internacional”.

“É um ponto de viragem e é bom que os portugueses percebam porque é que é importante haver mais receitas do que despesas pela primeira vez em muitas décadas. É que isso vai permitir acelerar o pagamento da nossa dívida. Não temos estado a diminuir a dívida, que é uma das maiores da Europa, ao ritmo desejável. Isto significa Portugal subir na cotação internacional e juros impostos a descerem e todos nós beneficiarmos com isso”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Após uma ronda de encontros com os partidos representados na Assembleia da República, o secretário de Estado dos assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, descreveu um “cenário macroeconómico em linha com o que foi apresentado no programa de Governo e com o cenário de políticas invariantes enviado em 15 de outubro para Bruxelas”, designadamente a “estabilização do crescimento económico em 2% e um saldo orçamental de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB)”, em “continuação da convergência com a União Europeia”.

O Conselho de Ministros reúne-se no sábado para aprovar a proposta de Orçamento do Estado para 2020, diploma que será entregue na Assembleia da República na segunda-feira, disse à agência Lusa fonte do executivo.

No cenário macroeconómico que apresentou aos partidos, o Governo prevê um excedente orçamental de 0,2% e um crescimento de 2% para 2020, mantendo o executivo uma previsão de défice de 0,1% para este ano.

Convidado a comentar estes números, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que Portugal tem “muitas necessidades” a cobrir, nomeadamente, na saúde, educação, segurança, infraestruturas e comunicações, mas frisou que “querer poupar por poupar não é uma mania.

“Esta é uma oportunidade única de inverter a situação da nossa divida pública perante o exterior”, referiu o chefe de Estado, que falava aos jornalistas, na reitoria da Universidade do Porto (UPorto), à margem da cerimónia de atribuição do título de Doutor Honoris Causa ao escritor portuense Mário Cláudio.

O Presidente da República disse, ainda, que “há expectativas de que este ano, quando o orçamento é melhor, haja mais investimentos na saúde, infraestruturas e segurança”, apontando esta melhoria como uma espécie de compensação face a anos anteriores.

“É expectável que em geral o investimento público – que sofreu tanto antes porque sofreu – seja compensado ao menos numa parte no próximo ano e nos anos seguintes se a economia mundial e europeia o permitir”, concluiu.

PFT/CCM (PMF/SMA)

By Impala News / Lusa

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