PR de Moçambique lança processo de desarmamento da oposição

PR de Moçambique lança processo de desarmamento da oposição

Moçambique deu hoje um “passo determinante” rumo à paz com o arranque do processo para desarmar o principal partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), disse o Presidente da República, Filipe Nyusi.

“Estamos aqui para dar mais um passo determinante no nosso roteiro da paz efetiva e duradoura, procedendo ao lançamento formal do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração” na sociedade, dos homens que a Renamo mantém artilhados, referiu o chefe de Estado.

Filipe Nyusi falava durante uma cerimónia no Palácio da Presidência em que participaram os membros das comissões conjuntas (Governo e Renamo) para a paz e diplomatas, nomeadamente do grupo de contacto que acompanha o diálogo.

Participou e foi apresentada no evento uma equipa de nove oficiais internacionais liderada pelo general argentino Javier Antonio Pérez Aquino, 58 anos, cuja mais recente missão consistiu em supervisionar, para as Nações Unidas, o desarmamento de guerrilheiros na Colômbia.

A partir de hoje, esta equipa vai dar apoio técnico e aconselhamento em relação ao processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR, sigla internacional) em Moçambique, tendo sido definida por consenso entre o Governo e a Renamo.

Além do coordenador do grupo, dele fazem parte oficiais da Alemanha, Índia, Irlanda, Noruega, Suíça, Tanzânia, EUA e Zimbábue.

O presidente moçambicano agradeceu hoje a postura do líder interino do principal partido da oposição, Ossufo Momade, considerando que “tem estado a contribuir para o ambiente que se vive” em Moçambique, rumo à paz, depois da morte do ex-presidente daquela força política, Afonso Dhlakama, em maio.

O chefe de Estado recordou uma frase que ele e Dhlakama proferiram, “a guerra acabou”, quando Nyusi se deslocou pela primeira vez, em 2017, ao refúgio do então líder da oposição, na Serra da Gorongosa (centro do país) para encetar o diálogo em curso.

“A paz duradoura é o melhor presente que podemos oferecer ao povo moçambicano”, referiu hoje Filipe Nyusi.

O processo de DDR que agora arranca é a segunda parte de uma negociação que o presidente moçambicano encetou no último ano com Afonso Dhlakama, após o cessar-fogo decretado por este em dezembro de 2016.

A primeira parte levou a um acordo sobre a descentralização do poder, consumada em maio com alterações à Constituição e consequente adaptação das leis eleitorais – com as quais o principal partido da oposição ambiciona poder vir a disputar nas urnas a liderança de mais municípios e províncias do país.

Há dois meses, Nyusi e Momade assinaram um memorando de entendimento sobre o processo de DDR que o chefe de Estado disse hoje que será tornado público para promover a transparência sobre o assunto.

LFO // PMC

By Impala News / Lusa


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