PR de Cabo Verde defende “muita cautela” em relação à moeda única na União Africana

Jorge Carlos Fonseca defendeu hoje “muita cautela” em relação à moeda única que a União Africana (UA) pretende adotar até 2020, tendo em conta a “situação específica” do arquipélago e as relações com a Europa.

PR de Cabo Verde defende

PR de Cabo Verde defende “muita cautela” em relação à moeda única na União Africana

Jorge Carlos Fonseca defendeu hoje “muita cautela” em relação à moeda única que a União Africana (UA) pretende adotar até 2020, tendo em conta a “situação específica” do arquipélago e as relações com a Europa.

Praia, 28 mai 2019 (Lusa) — O Presidente da República de Cabo Verde defendeu hoje “muita cautela” em relação à moeda única que a União Africana (UA) pretende adotar até 2020, tendo em conta a “situação específica” do arquipélago e as relações com a Europa.

Jorge Carlos Fonseca falava durante o seu discurso de abertura da conferência “Os Desafios Atuais da Integração Política, Económica e Cultural na África Ocidental”, que decorre na Faculdade de Educação e Desporto, na Assomada, interior da ilha de Santiago.

“A UA pretende adotar, até 2020, uma moeda única, com vista a facilitar as trocas comerciais. Considerando a situação específica do nosso país, nomeadamente as relações com a Europa, esta questão tem sido encarada com muita cautela”, disse.

E assegurou: “É evidente que procuraremos sempre uma integração que não prejudique os nossos interesses nacionais”.

Na sua intervenção, reconheceu que “África continua a ser um continente relativamente desconhecido para o mundo e para a maioria” dos cabo-verdianos.

“Acredito que é chegada a hora de sairmos do discurso belo de reconhecimento da grandeza deste continente e passarmos para a ação (…)”, prosseguiu.

Segundo Jorge Carlos Fonseca, “além dos riscos potenciais que a instabilidade, particularmente a derivada do terrorismo e dos tráficos ilícitos” poderá representar para Cabo Verde e para as populações vizinhas, “é fundamental que o seu controlo ou a sua erradicação ocorram para que importantes questões políticas sejam debatidas e soluções sejam concretizadas”.

O chefe de Estado referia-se, especialmente, às políticas de transporte que devem ter em linha de conta a condição de Cabo Verde enquanto Estado insular, que “tem de merecer tratamento específico, como, aliás, as normas da Comunidade preveem”.

SMM // VM

By Impala News / Lusa

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