PR da Guiné-Bissau diz que pode negociar tudo menos a cabeça do primeiro-ministro

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse hoje que pode negociar tudo menos a “cabeça do primeiro-ministro” e que uma eventual remodelação governamental deve ser proposta pelo Governo.

PR da Guiné-Bissau diz que pode negociar tudo menos a cabeça do primeiro-ministro

PR da Guiné-Bissau diz que pode negociar tudo menos a cabeça do primeiro-ministro

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse hoje que pode negociar tudo menos a “cabeça do primeiro-ministro” e que uma eventual remodelação governamental deve ser proposta pelo Governo.

“É normal a especulação. Desde que recebi uma delegação do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) que há muita especulação. Podemos negociar tudo, menos a cabeça de Nuno Nabiam, como primeiro-ministro”, afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente guineense falava aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, momentos antes de partir para Lisboa, onde inicia na quinta-feira uma visita de Estado a Portugal de três dias.

“Temos funcionado muito bem e em nenhuma circunstância a figura do primeiro-ministro será negociada”, disse, salientando que a democracia é a expressão da vontade da maioria e que a coligação no poder tem a maioria no parlamento.

Questionado sobre se há possibilidade de uma remodelação para integrar o PAIGC, Umaro Sissoco Embaló afirmou que “quem propõe remodelações é o primeiro-ministro”.

Sobre se terá algum encontro em Lisboa com o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, que está em Portugal desde março, o chefe de Estado respondeu: “Se pedir uma audiência ao Presidente da República”.

Nas declarações aos jornalistas, o Presidente guineense salientou que não há “cidadãos especiais e diferentes” e que é obrigado a dar proteção a todos os cidadãos, nomeadamente o presidente do PAIGC, Braima Camará (líder do Movimento para a Alternância Democrática, segunda força política no parlamento) e Nuno Nabiam.

“A Guiné-Bissau não é o Texas”, afirmou.

Questionado sobre o rapto de dois ativistas na segunda-feira em Bissau, o Presidente guineense considerou tratar-se de um caso isolado.

“Falei com o PGR (Procurador-Geral da República) e com a diretora da Polícia Judiciária e eles vão fazer inquéritos. É lamentável, são casos isolados. Lamento profundamente”, disse.

Sobre o encerramento de fronteiras da Guiné-Conacri com o Senegal, Serra Leoa e Guiné-Bissau por razões de segurança devido às eleições presidenciais, Umaro Sissoco Embaló respondeu que não encerrou fronteiras com a Guiné-Conacri, porque para a Guiné-Bissau “não há ameaças”.

“Lamentamos e os meus problemas com o Alpha Condé (Presidente da Guiné-Conacri) são juniores tendo em conta os interesses superiores da Guiné-Bissau e da Guiné-Conacri”, disse.

Durante a sua estada em Portugal, Umaro Sissoco Embaló terá um encontro com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visita a Assembleia da República e a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O chefe de Estado da Guiné-Bissau vai reunir-se também com a comunidade guineense em Portugal.

Umaro Sissoco Embaló viajou para a Portugal num avião da força aérea da Nigéria.

MSE // VM

By Impala News / Lusa

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