Marcelo avisa que não se pode abdicar do equilíbrio das contas públicas

O Presidente da República avisou hoje que o país não pode abdicar “em caso algum” da prioridade dada ao equilíbrio das contas públicas, defendendo que numa “situação crítica” como a atual é preciso manter a “certeza nos princípios”.

Marcelo avisa que não se pode abdicar do equilíbrio das contas públicas

Marcelo avisa que não se pode abdicar do equilíbrio das contas públicas

O Presidente da República avisou hoje que o país não pode abdicar “em caso algum” da prioridade dada ao equilíbrio das contas públicas, defendendo que numa “situação crítica” como a atual é preciso manter a “certeza nos princípios”.

Numa intervenção na sessão de encerramento da conferência “Dez anos do Conselho das Finanças Públicas”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que o país, a Europa e o mundo vivem “uma fase muito complexa”, com a guerra na Ucrânia e o aumento da inflação. “Mas é nestas situações imprevisíveis que é fundamental não nos afastarmos dos princípios: certeza nos princípios, lucidez na análise, perspicácia na decisão ajudarão a enfrentar esta situação crítica”, apontou.

O chefe de Estado admitiu que a evolução da taxa de inflação e a subida das taxas de juro representam “um desafio de monta para toda a sociedade portuguesa”, que requer “cuidadosíssima atenção na condução da política económica”. “A necessidade de manter finanças públicas sãs é uma prioridade de que não podemos abdicar em caso algum. O equilíbrio das contas públicas, que demorou tanto tempo a converter-se numa realidade perfilhada pela sociedade portuguesa, deve manter-se firme na vontade coletiva”, defendeu.

Ao mesmo nível, colocou a necessidade da contenção e redução da divida pública, reforçada pela “incerteza dos tempos”. “O importante é ainda manter a credibilidade que ganhámos nas instituições nacionais e internacionais com a nossa saída do défice excessivo, com o nosso controlo das finanças públicas – que muitos temiam poder soçobrar em 2016, depois em 2019 e mais tarde na pandemia — e nunca sobrepor ao interesse nacional considerações, legítimas que pareçam ser, de disputas eleitorais, particularistas ou pessoais”, defendeu.

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