PP espanhol pede eleições antecipadas depois de chumbo do Orçamento

O líder do principal partido da oposição espanhola, Pablo Casado, pediu a convocação de eleições antecipadas, que considerou serem “inadiáveis”, depois do chumbo do Orçamento socialista.

PP espanhol pede eleições antecipadas depois de chumbo do Orçamento

PP espanhol pede eleições antecipadas depois de chumbo do Orçamento

O líder do principal partido da oposição espanhola, Pablo Casado, pediu a convocação de eleições antecipadas, que considerou serem “inadiáveis”, depois do chumbo do Orçamento socialista.

Madrid, 13 fev (Lusa) — O líder do principal partido da oposição espanhola, Pablo Casado, do Partido Popular (direita) pediu hoje a convocação de eleições antecipadas, que considerou serem “inadiáveis”, depois do chumbo do Orçamento do Governo minoritário socialista.

Em declarações feitas no parlamento espanhol, Casado sublinhou que o voto contra a proposta de contas do Estado é um “ponto de inflexão” que “marca o fim da trajetória de [Pedro] Sánchez à frente do Governo”.

Pablo Casado assegurou que o PP (Partido Popular) “está preparado” para voltar ao poder e recuperar a “legalidade e a concórdia” na Catalunha.

Os partidos independentistas catalães, que foram decisivos para a subida ao poder do socialista Pedro Sánchez em junho passado, votaram hoje ao lado da oposição de direita na devolução ao executivo da totalidade das contas de Estado.

A proposta de Orçamento Geral do Estado espanhol para 2019 foi rejeitada no Congresso dos Deputados (câmara baixa do parlamento) com os votos da ERC (Esquerda Republicana de Catalunha) e do PDeCAT (Partido Democrático Europeu da Catalunha), que se juntaram ao PP (Partido Popular, direita), Cidadãos (direita liberal), Foro Asturias (regionalista) e Coligação Canárias (regionalista).

A totalidade das contas do Estado foi devolvida ao Governo por 191 votos a favor contra 158 contra e uma abstenção.

Pedro Sánchez e vários dirigentes socialistas têm afirmado que, sem orçamento, a legislatura, que deveria terminar em meados de 2020, seria “encurtada”.

Pedro Sánchez tem agora de decidir se continua a governar, prolongando em 2019 o orçamento do executivo anterior, de Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita), ou se convoca eleições antecipadas.

Todos os olhos estão postos no chefe do executivo e a imprensa espanhola já avança com prováveis datas para as eleições antecipadas.

Pedro Sánchez tornou-se primeiro-ministro em 02 de junho de 2018, depois de o PSOE ter conseguido aprovar no parlamento, na véspera, uma moção de censura contra o executivo do Partido Popular (direita) com o apoio do Unidos Podemos (coligação de extrema-esquerda) e uma série de partidos mais pequenos, entre eles os nacionalistas bascos e os independentistas catalães.

FPB // ANP

By Impala News / Lusa

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