Pouca afluência às urnas em Caracas nas primeiras horas das eleições de hoje

As eleições na Venezuela registaram, nas primeiras horas de hoje, pouca afluência nalguns centros eleitorais de Caracas, com alguns cidadãos a ponderar a ida às urnas mais tarde, para depois aproveitarem a flexibilização da quarentena da covid-19.

Pouca afluência às urnas em Caracas nas primeiras horas das eleições de hoje

Pouca afluência às urnas em Caracas nas primeiras horas das eleições de hoje

As eleições na Venezuela registaram, nas primeiras horas de hoje, pouca afluência nalguns centros eleitorais de Caracas, com alguns cidadãos a ponderar a ida às urnas mais tarde, para depois aproveitarem a flexibilização da quarentena da covid-19.

“Eu já votei. Voto sempre cedo, desde há quase os 40 anos que estou neste país. É um compromisso ao que não posso faltar porque sou responsável também pelos resultados, porque não posso pôr as decisões nas mãos de outros”, explicou uma portuguesa à agência Lusa.

Insistindo que “o voto é secreto”, Ermelinda Freitas, doméstica, 68 anos, votou em Sabana Grande (centro-leste de Caracas) e insistiu que “quem não vota não pode depois reclamar pelos resultados”.

Por outro lado, a também portuguesa Elizabeth Barreto, 60 anos, disse à Lusa, em Chacao, que aproveitaria a flexibilização da quarentena para ir à igreja e depois votar.

“Primeiro vou ‘encomendar-me’ a Deus, refletir e assistir à missa, se houver missa. Depois, vou então cumprir os meus deveres de cidadã”, disse esta portuguesa.

Perto de algumas assembleias de votos, estavam a ser instalados “pontos de controlo” onde vários eleitores, depois de votarem, anotavam os seus nomes e números do cartão de identidade.

Em contraste com os centros eleitorais, que registavam pouca afluência de pessoas e em que os eleitores presentes eram maioritariamente da terceira idade, algumas padarias do leste de Caracas registavam um número considerável de clientes, sobretudo na cada dos 40 anos.

“Viemos quatro (da mesma família) a beber café fora, aproveitar para o dia de hoje para escapar da rotina”, disse Manuel Ferreira à agência Lusa.

Este luso-descendente precisou: “depois, com exceção dos miúdos que não têm idade, eu e a minha mulher vamos votar aqui perto, em El Marquês. Mais tarde vamos almoçar, também fora, e aproveitar a flexibilização (da quarentena da covid-19), para ir a algumas lojas ver coisas para o Natal”.

Vários comerciantes disseram à Lusa que permitiram que os empregados chegassem um pouco mais tarde, caso quisessem votar, e que eles próprios deixaram a ida às urnas para depois.

Os venezuelanos vão hoje às urnas para eleger as autoridades que nos próximos quatro anos vão dirigir os 23 estados e os 3.082 candidatos que exercerão funções em 335 municípios do país.

A abertura das 14.260 assembleias de voto começou pelas 06:00 locais (10:00 em Lisboa) e o encerramento está previsto para as 18:00 (22:00), salvo se existirem eleitores em fila para votar.

Pelas 09:00 horas locais (13:00 horas em Lisboa), o reitor do Conselho Nacional Eleitoral, Pedro Calzadilla, confirmou à televisão estatal que 95% das mesas de voto estavam instaladas.

  Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, foram apresentadas 70.244 candidaturas, incluindo dos principais partidos de oposição, que no passado apelaram ao boicote dos processos eleitorais, considerando não existirem garantias de transparência.

Dos 33.192.835 cidadãos da Venezuela, 21.159.846 estão registados como eleitores.

FPG // JPS

By Impala News / Lusa

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