Possibilidade de dissolução de parlamento da Guiné-Bissau deixa parceiros internacionais desconfortáveis – analista

O analista guineense Rui Jorge Semedo considerou hoje que o anúncio de possibilidade de dissolução do parlamento e convocação de eleições legislativas antecipadas deixa os parceiros internacionais desconfortáveis, porque deveriam ter tido noção do “que estavam a apoiar”.

Possibilidade de dissolução de parlamento da Guiné-Bissau deixa parceiros internacionais desconfortáveis - analista

Possibilidade de dissolução de parlamento da Guiné-Bissau deixa parceiros internacionais desconfortáveis – analista

O analista guineense Rui Jorge Semedo considerou hoje que o anúncio de possibilidade de dissolução do parlamento e convocação de eleições legislativas antecipadas deixa os parceiros internacionais desconfortáveis, porque deveriam ter tido noção do “que estavam a apoiar”.

O chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, reuniu-se na terça-feira com a Comissão Nacional de Eleições para debater a possibilidade de dissolver a Assembleia Nacional Popular e convocar eleições legislativas antecipadas, disse o presidente daquele órgão eleitoral aos jornalistas.

Questionado pela Lusa sobre se aquele anúncio não deixa os parceiros internacionais numa situação desconfortável, Rui Jorge Semedo afirmou que sim.

“A própria comunidade internacional também patrocinou porque de antemão devia ter noção daquilo que estava a apoiar”, afirmou o analista guineense.

Segundo Rui Jorge Semedo, nunca houve posição “clara por parte das Nações Unidas e da União Europeia” ao posicionamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que reconheceu Umaro Sissoco Embaló como Presidente da Guiné-Bissau, antes de ser conhecida a posição do Supremo Tribunal de Justiça sobre o recurso de contencioso eleitoral, apresentado pelo seu adversário nas presidenciais, Domingos Simões Pereira.

“Disseram simplesmente que tomaram nota do posicionamento da CEDEAO, mas sem decifrar o que era essa tomada de nota”, afirmou.

Para Rui Jorge Semedo, o “que está a acontecer agora é o resultado daquilo que também tem sido a posição da comunidade internacional”.

O analista recordou que os parceiros internacionais não se posicionaram afirmativamente sobre a tomada de posse simbólica, à margem da decisão do Supremo Tribunal de Justiça, do envolvimento dos militares e da queda do Governo.

“O Presidente da República já disse uma vez aos seus apoiantes que a comunidade internacional gere-se, e é isso que tem estado a fazer”, afirmou o analista político.

MSE //

By Impala News / Lusa

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